UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Quanto ao adenocarcinoma gástrico, assinalar a alternativa CORRETA:
Laparoscopia de estadiamento é essencial no câncer gástrico para detectar metástases ocultas, mesmo com exames de imagem negativos.
A laparoscopia de estadiamento é crucial para o câncer gástrico, pois permite identificar pequenas implantações peritoneais ou metástases hepáticas superficiais não visíveis em exames de imagem pré-operatórios, evitando cirurgias desnecessárias.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e seu estadiamento preciso é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica e o prognóstico do paciente. A complexidade da doença e a tendência à disseminação precoce exigem uma abordagem diagnóstica meticulosa. A laparoscopia de estadiamento desempenha um papel insubstituível na avaliação do câncer gástrico. Mesmo com avanços em exames de imagem como TC e PET-CT, pequenas implantações peritoneais ou metástases hepáticas superficiais podem passar despercebidas. A laparoscopia permite a biópsia dessas lesões e a lavagem peritoneal para pesquisa de células neoplásicas, evitando cirurgias radicais desnecessárias em pacientes com doença disseminada. Outros pontos importantes incluem a infecção por H. pylori como principal fator de risco para o tipo intestinal (não para pólipos de glândulas fúndicas, que são benignos e não associados ao câncer), e a classificação de Lauren (intestinal com melhor prognóstico e difuso com pior prognóstico). O uso crônico de IBP não é um fator de risco estabelecido para câncer gástrico.
A laparoscopia de estadiamento é crucial porque permite a visualização direta da cavidade abdominal e a detecção de pequenas metástases peritoneais ou hepáticas que podem não ser identificadas por exames de imagem como TC ou PET-CT, alterando a conduta terapêutica.
Os principais fatores de risco incluem infecção crônica por Helicobacter pylori, dieta rica em sal e alimentos defumados, tabagismo, alcoolismo, história familiar e condições pré-malignas como gastrite atrófica e metaplasia intestinal.
O tipo intestinal é mais comum em idosos, associado a fatores ambientais e lesões pré-malignas, com melhor prognóstico. O tipo difuso é mais comum em jovens, não associado a lesões pré-malignas, com pior prognóstico e maior tendência à disseminação peritoneal.
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