Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Homem, 53 anos de idade, com pirose realizou endoscopia digestiva alta para investigação. Foi identificada lesão de 1,5cm elevada, sem ulceração, na parede anterior de corpo gástrico, próximo à grande curvatura. O exame anatomopatológico resultou compatível com adenocarcinoma. Assinale a alternativa que representa a conduta adequada no momento:
Adenocarcinoma gástrico confirmado → Estadiamento completo (TC + USE) antes de definir conduta.
Após a confirmação histopatológica de adenocarcinoma gástrico, o próximo passo crucial é o estadiamento completo para determinar a extensão da doença. Isso inclui tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve para avaliar metástases à distância e ultrassonografia endoscópica para o estadiamento local (profundidade de invasão e linfonodos regionais), que guiará a decisão terapêutica.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo a quinta causa mais comum de câncer e a terceira causa de morte por câncer no mundo. A pirose persistente é um sintoma inespecífico que pode levar à investigação por endoscopia digestiva alta (EDA), que é o método diagnóstico para identificar lesões e realizar biópsias. Uma vez confirmado o diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma, o estadiamento preciso é a etapa mais importante para determinar o prognóstico e guiar o tratamento. O estadiamento do câncer gástrico envolve a avaliação da extensão local (profundidade de invasão e linfonodos regionais) e da presença de metástases à distância. Para o estadiamento local, a ultrassonografia endoscópica (USE) é o exame de escolha, fornecendo informações detalhadas sobre a camada da parede gástrica invadida pelo tumor (T) e o envolvimento de linfonodos perigástricos (N). Para o estadiamento à distância, a tomografia computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve é fundamental para identificar metástases em órgãos como fígado, pulmões, ossos e peritônio (M). Com base no estadiamento, a conduta terapêutica pode variar desde ressecção endoscópica para lesões muito precoces e superficiais, até gastrectomia com linfadenectomia D2 para tumores ressecáveis, muitas vezes precedida por quimioterapia ou quimiorradioterapia neoadjuvante. Em casos de doença metastática, o tratamento é paliativo, focado na quimioterapia. A laparoscopia diagnóstica pode ser realizada para excluir carcinomatose peritoneal oculta antes de uma cirurgia curativa. Portanto, a solicitação de TC e USE é a conduta mais adequada após a confirmação histopatológica para um estadiamento completo e planejamento terapêutico adequado.
A USE é crucial para o estadiamento local do câncer gástrico, permitindo avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede gástrica (estadiamento T) e a presença de linfonodos regionais comprometidos (estadiamento N), informações vitais para definir a ressecabilidade e a estratégia terapêutica.
A tomografia computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve é o exame padrão para avaliar a presença de metástases à distância (estadiamento M), como em fígado, pulmões, peritônio e linfonodos não regionais, que impactam diretamente na curabilidade e no plano de tratamento.
A laparoscopia diagnóstica é indicada em casos de câncer gástrico avançado, especialmente quando há suspeita de carcinomatose peritoneal ou metástases ocultas que não foram detectadas por outros exames de imagem. Ela permite uma avaliação direta da cavidade abdominal e a coleta de amostras para biópsia.
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