Adenocarcinoma Gástrico: Estadiamento e Conduta Inicial

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 56 anos, chega ao consultório para avaliação com história de dor abdominal em epigástrio, perda ponderal de 12 kg em 6 meses. Em endoscopia, já realizada, achado de lesão infiltrativa em antro gástrico de 4 cm, biópsia com anatomopatológico de adenocarcinoma moderadamente diferenciado, sem infiltração angiolinfática. Qual a conduta inicial a ser tomada para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Indicar tratamento com ressecção endoscópica.
  2. B) Encaminhar para oncologia clínica para iniciar quimioterapia perioperatória.
  3. C) Solicitar tomografias de tórax e abdome e ecoendoscopia.
  4. D) Indicar gastrectomia com linfadenectomia D2 com intenção curativa.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma gástrico: estadiamento completo (TC tórax/abdome/pelve + ecoendoscopia) é crucial antes da conduta terapêutica definitiva.

Resumo-Chave

Antes de definir o tratamento para adenocarcinoma gástrico, é imperativo realizar o estadiamento da doença. Isso inclui tomografias de tórax e abdome/pelve para avaliar metástases à distância e ecoendoscopia para determinar a profundidade de invasão e o status linfonodal regional, guiando a decisão terapêutica.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo a quinta causa de câncer e a terceira causa de morte por câncer no mundo. A apresentação clínica, como dor abdominal e perda ponderal, frequentemente indica doença avançada. O diagnóstico precoce é desafiador, mas fundamental para um melhor prognóstico. A avaliação inicial de um paciente com suspeita ou diagnóstico confirmado de adenocarcinoma gástrico é crucial para definir a estratégia terapêutica. Após a confirmação histopatológica por biópsia, o próximo passo é o estadiamento completo da doença. Isso envolve a busca por metástases à distância (pulmão, fígado, peritônio, ossos) e a avaliação da extensão local do tumor. A tomografia computadorizada de tórax e abdome/pelve é o exame de escolha para detectar metástases e avaliar a extensão da doença. A ecoendoscopia, por sua vez, é fundamental para avaliar a profundidade de invasão da parede gástrica e o status dos linfonodos regionais, informações que guiam a decisão entre cirurgia primária, quimioterapia perioperatória ou tratamento paliativo. O tratamento do adenocarcinoma gástrico é multidisciplinar, podendo incluir cirurgia (gastrectomia com linfadenectomia D2), quimioterapia e/ou radioterapia. A escolha da conduta depende do estadiamento, das condições clínicas do paciente e da presença de fatores prognósticos. A ressecção endoscópica é reservada para casos muito específicos de câncer gástrico precoce. Portanto, a conduta inicial correta é sempre o estadiamento completo para guiar as próximas etapas do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais exames são essenciais para o estadiamento inicial do adenocarcinoma gástrico?

Os exames essenciais para o estadiamento inicial incluem tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve para avaliar metástases à distância, e ecoendoscopia para determinar a profundidade de invasão da lesão na parede gástrica e o envolvimento dos linfonodos regionais.

Por que a ecoendoscopia é importante no estadiamento do câncer gástrico?

A ecoendoscopia é crucial porque oferece uma avaliação detalhada da profundidade de invasão tumoral (estadiamento T) e do envolvimento linfonodal regional (estadiamento N), informações que são determinantes para a indicação de cirurgia, quimioterapia neoadjuvante ou tratamento paliativo.

Quando a ressecção endoscópica é uma opção para adenocarcinoma gástrico?

A ressecção endoscópica é uma opção apenas para adenocarcinomas gástricos precoces muito selecionados, sem invasão submucosa profunda, sem ulceração, sem invasão angiolinfática e com diferenciação favorável. O caso descrito na questão, com lesão infiltrativa de 4 cm, não se enquadra nesses critérios.

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