FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Assinale a opção correta, acerca de como deve ser realizada a intubação orotraqueal em um paciente com colar cervical.
Intubação no trauma → Abrir parte anterior do colar + MILS por segundo operador.
A manutenção da estabilização manual em linha (MILS) por um assistente enquanto a parte anterior do colar é aberta permite a visualização da laringe sem comprometer a estabilidade da coluna cervical.
O manejo da via aérea no paciente politraumatizado exige um equilíbrio entre a necessidade de oxigenação e a proteção da medula espinhal. A presença do colar cervical rígido, embora essencial para o transporte, é um obstáculo físico para a laringoscopia direta. A técnica recomendada envolve a presença de pelo menos dois profissionais: um laringoscopista e um assistente para realizar a estabilização manual. A abertura da parte anterior do colar permite a excursão mandibular necessária para o posicionamento do laringoscópio. Estudos mostram que a estabilização manual em linha (MILS) é superior à manutenção isolada do colar cervical durante a intubação, pois reduz o movimento intervertebral e melhora a classe de Cormack-Lehane. É fundamental que o assistente que realiza a MILS não aplique tração, mas sim uma força de oposição estável aos movimentos gerados pelo laringoscopista.
A parte anterior do colar cervical deve ser aberta ou removida temporariamente para permitir a abertura adequada da mandíbula e a inserção do laringoscópio. Manter o colar totalmente fechado dificulta significativamente a visualização das cordas vocais, aumentando o risco de falha na intubação e trauma adicional. Durante esse processo, a estabilidade é garantida pela técnica MILS.
A Manual In-Line Stabilization (MILS) consiste em um assistente segurando firmemente os processos mastoides e o occipital do paciente, neutralizando movimentos de extensão, flexão ou rotação da cabeça durante a laringoscopia. É o padrão-ouro para proteger a medula espinhal enquanto a via aérea é manipulada.
Embora mencionada em protocolos antigos, a manobra de Sellick (pressão cricoide) não é mais recomendada rotineiramente, pois pode dificultar a visualização da glote e não há evidências robustas de que previna aspiração de forma eficaz, especialmente em pacientes com via aérea difícil ou trauma.
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