Varicela Hospitalar: Profilaxia Pós-Exposição e Manejo

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

C.J.S., 04 anos, está internado na enfermaria de pediatria em tratamento para Pneumonia lobar com derrame pleural laminar à direita, em uso de penicilina cristalina, com melhora clínica significativa. No quarto dia de internação o paciente evolui com máculas eritematosas inicialmente em face, que evoluem para pápulas, vesículas e pústulas, com aspecto polimorfo. O paciente divide o mesmo quarto com outras duas crianças (leito 02 e 03). Leito 02: M.N.F., 02 anos, em tratamento hospitalar de infecção urinária, calendário vacinal atualizado. Leito 03: R.L.S., 11 meses, em tratamento hospitalar para síndrome nefrótica, com calendário vacinal atualizado e sem história prévia de doenças exantemáticas. Objetivando que os pacientes do leito 02 e 03 não evoluam com a mesma condição do paciente 01, qual a opção que se adequa ao caso apresentado: 

Alternativas

  1. A) Leito 02: imunoglobulina para a doença em questão; Leito 3: observação clínica rigorosa. 
  2. B) Leito 02: vacina para a doença em questão; Leito 3: imunoglobulina para doença em questão. 
  3. C) Leito 02 e leito 03: antibioticoterapia profilática para doença em questão. 
  4. D) Leito 02: observação clínica rigorosa; Leito 3: imunoglobulina para doença em questão. 

Pérola Clínica

Exposição a varicela em hospital: imunocompetente vacinado → observação; imunocomprometido/não vacinado → VZIG.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição para varicela em ambiente hospitalar depende do status vacinal e imunológico do exposto. Pacientes imunocompetentes com vacinação atualizada geralmente necessitam apenas de observação, enquanto imunocomprometidos ou não vacinados devem receber imunoglobulina específica (VZIG).

Contexto Educacional

A varicela é uma doença altamente contagiosa, e sua ocorrência em ambiente hospitalar exige medidas rigorosas de controle de infecção e profilaxia pós-exposição. Para residentes, especialmente em pediatria, é fundamental saber identificar os pacientes em risco e aplicar as condutas corretas para evitar surtos e complicações graves. A transmissão ocorre por via aérea e contato direto. A profilaxia pós-exposição é crucial e varia conforme o status imunológico e vacinal do indivíduo exposto. A imunoglobulina humana antivaricela-zoster (VZIG) é reservada para grupos de alto risco e suscetíveis, como imunocomprometidos, gestantes e recém-nascidos, pois confere imunidade passiva imediata. Por outro lado, indivíduos imunocompetentes com vacinação em dia ou história prévia de varicela geralmente não necessitam de VZIG, sendo suficiente a observação clínica. A vacina contra varicela, se administrada dentro de 3 a 5 dias após a exposição, também pode ser eficaz na prevenção ou atenuação da doença em suscetíveis. O conhecimento dessas diretrizes é vital para a segurança do paciente e para a gestão de casos em hospitais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para indicação de imunoglobulina para varicela (VZIG)?

A VZIG é indicada para indivíduos suscetíveis e de alto risco expostos à varicela, como imunocomprometidos, gestantes suscetíveis, recém-nascidos de mães com varicela periparto e prematuros hospitalizados, para prevenir ou atenuar a doença.

Como avaliar o risco de transmissão de varicela em ambiente hospitalar?

O risco de transmissão é avaliado pelo contato com o caso índice (tipo de contato, duração), pelo status de suscetibilidade do exposto (história de doença, vacinação, imunidade) e pelo período de transmissibilidade do vírus.

Qual a conduta para um paciente imunocompetente exposto à varicela com vacinação em dia?

Para um paciente imunocompetente com calendário vacinal atualizado e sem história prévia de varicela, a conduta é geralmente a observação clínica rigorosa, pois a vacina confere alta proteção. A imunoglobulina não é indicada nesse cenário.

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