UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Mãe traz o filho de 18 anos para consulta, pois notou mudança em seu comportamento. Não tem mais interesse em realizar atividades que antes eram agradáveis, tem se isolado em casa, escuta vozes com comentários depreciativos sobre ele. Apresenta dificuldade em iniciar ou manter uma conversa, fala monótona e sem entonação. Além disso, se o almoço atrasa para ficar pronto, o filho fica extremamente irritado. Diante do diagnóstico de esquizofrenia, qual alternativa apresenta um sintoma positivo dessa doença?
Esquizofrenia: Alucinações e delírios = sintomas positivos; Apatia e isolamento = sintomas negativos.
Na esquizofrenia, os sintomas positivos representam um excesso ou distorção das funções normais, como alucinações (percepções sem estímulo externo) e delírios (crenças falsas e irredutíveis). Já os sintomas negativos são a perda ou diminuição das funções normais, como apatia, anedonia e isolamento social.
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e grave que afeta o pensamento, a percepção, as emoções e o comportamento. Sua prevalência é de aproximadamente 1% da população mundial, com início geralmente na adolescência tardia ou início da idade adulta. A compreensão dos sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. A doença é caracterizada por uma combinação de sintomas positivos, negativos e cognitivos. Os sintomas da esquizofrenia são classicamente divididos em positivos e negativos. Os sintomas positivos representam um 'excesso' ou distorção das funções normais e incluem alucinações (percepções sensoriais sem estímulo externo, como as vozes depreciativas mencionadas no caso), delírios (crenças falsas e irredutíveis) e transtornos do pensamento (desorganização da fala e do comportamento). Já os sintomas negativos são a 'perda' ou diminuição das funções normais, como apatia (falta de interesse), anedonia (incapacidade de sentir prazer), alogia (pobreza da fala), isolamento social e embotamento afetivo. A baixa tolerância ao estresse e a lentificação psicomotora podem estar presentes, mas são mais inespecíficas ou secundárias. O diagnóstico da esquizofrenia é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou CID-11, e requer a presença de sintomas característicos por um período mínimo. O tratamento envolve principalmente antipsicóticos, que são mais eficazes contra os sintomas positivos, e terapias psicossociais para abordar os sintomas negativos e cognitivos, visando a reabilitação e a melhora funcional. O prognóstico varia, mas a intervenção precoce e o tratamento contínuo são essenciais para minimizar o impacto da doença e melhorar os resultados a longo prazo.
Os principais sintomas positivos da esquizofrenia incluem alucinações (percepções sensoriais sem estímulo externo, como vozes), delírios (crenças falsas e fixas) e transtornos do pensamento (desorganização da fala e do raciocínio).
Os sintomas negativos manifestam-se como uma diminuição ou ausência de funções normais, como apatia (falta de interesse), anedonia (incapacidade de sentir prazer), alogia (pobreza da fala) e isolamento social.
A diferenciação é crucial porque os antipsicóticos são geralmente mais eficazes no controle dos sintomas positivos. Os sintomas negativos são mais difíceis de tratar e frequentemente requerem abordagens terapêuticas adicionais, como reabilitação psicossocial.
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