Esquizofrenia Refratária: Diagnóstico e Conduta

TECM Prática - Prova Prática de Clínica Médica — Prova 2025

Enunciado

Caso clínico: Homem de 28 anos, diagnóstico de esquizofrenia desde os 21 anos, apresenta sintomas positivos persistentes apesar de múltiplos tratamentos adequados. Nos últimos 5 anos, recebeu dois antipsicóticos diferentes em monoterapia, em doses terapêuticas e por períodos superiores a 6 semanas cada, com adesão confirmada. Mantém delírios persecutórios e alucinações auditivas em terceira pessoa, além de comportamento desorganizado, com grande prejuízo funcional. Não há história de abuso de substâncias, doença neurológica ou clínica associada. Apresente o hemograma, função renal e hepática, estão normais. Ressonância magnética de encéfalo não evidenciou alterações estruturais relevantes, e eletroencefalograma mostrou atividade elétrica dentro da normalidade. Triagem toxicológica sérica foi negativa para substâncias psicoativas. Qual é a conduta farmacológica mais adequada neste momento?

Alternativas

  1. A) Associar dois antipsicóticos de segunda geração em dose máxima tolerada.
  2. B) Iniciar tratamento com clozapina, com monitoramento hematológico regular.
  3. C) Manter o antipsicótico atual e associar benzodiazepínico em dose diária contínua.
  4. D) Introduzir antidepressivo ISRS para potencializar resposta antipsicótica.
  5. E) Substituir por haloperidol em dose elevada, visando maior bloqueio dopaminérgico.

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