IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Indique a característica mais marcante da esquizofrenia do tipo desorganizada em crianças:
Esquizofrenia desorganizada infantil → Marcada por disfunção social/emocional e comportamento inadequado.
Na infância, o subtipo desorganizado foca na desestruturação do afeto e do comportamento social, diferenciando-se de quadros puramente delirantes ou alucinatórios.
A esquizofrenia de início na infância é uma condição rara e grave. O subtipo desorganizado (anteriormente chamado de hebefrênica) destaca-se pela desorganização do pensamento e do afeto. Em crianças, isso se manifesta como uma incapacidade acentuada de adaptação social e emocional, muitas vezes mimetizando comportamentos regressivos. A identificação precoce é crucial, embora o diagnóstico exija a exclusão de transtornos do desenvolvimento e condições neurológicas. Clinicamente, o foco deve estar na observação do comportamento global e na adequação do afeto. O tratamento envolve o uso cauteloso de antipsicóticos, terapia familiar e suporte educacional especializado, visando mitigar o declínio cognitivo e social que frequentemente acompanha a progressão da doença nesta faixa etária.
Os sinais cardinais incluem um afeto inadequado ou embotado, comportamento bizarro ou regressivo e uma desorganização profunda do pensamento. Diferente do tipo paranoide, onde delírios e alucinações dominam, aqui a característica mais marcante é a incapacidade de manter interações sociais coerentes e a expressão emocional desconexa com o contexto, resultando em grave prejuízo no desenvolvimento global da criança.
O diagnóstico diferencial é desafiador. O autismo (TEA) geralmente apresenta sinais desde os primeiros anos de vida (antes dos 3 anos), com foco em déficits de comunicação e padrões repetitivos. A esquizofrenia infantil, embora rara, costuma ter um início mais tardio (geralmente após os 5-7 anos) e apresenta uma perda de marcos de desenvolvimento previamente adquiridos, acompanhada de sintomas psicóticos claros, mesmo que desorganizados.
O prognóstico da esquizofrenia de início na infância (antes dos 13 anos) tende a ser mais reservado do que o início na idade adulta. Está associado a uma maior carga genética, maior frequência de anomalias neurobiológicas e um curso clínico mais crônico com maior resistência ao tratamento farmacológico convencional, exigindo abordagem multidisciplinar intensiva.
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