HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Um jovem de 20 anos, concluindo o ensino médio, foi pouco à escola no último mês. Nos últimos meses, vem se envolvendo com questões filosóficas e parapsicológicas, temas que nunca lhe haviam interessado. Tem passado muito tempo isolado no quarto, convivendo pouco com os amigos, inclusive com a sua família, e vem tomando pouco banho e quase não troca de roupa. Por insistência da mãe, contra a sua vontade, comparece à consulta médica com um comportamento inadequado com riso imotivado e respostas sem sentido. Nesse caso, o diagnóstico MAIS PROVÁVEL, é de:
Esquizofrenia hebefrênica → início precoce, desorganização pensamento/comportamento, afeto inapropriado, sintomas negativos proeminentes.
A esquizofrenia hebefrênica (ou desorganizada) é caracterizada por desorganização proeminente do pensamento e do comportamento, afeto inapropriado e sintomas negativos marcantes, como isolamento e desleixo. O início geralmente ocorre na adolescência ou início da vida adulta.
A esquizofrenia hebefrênica, também conhecida como esquizofrenia desorganizada, é uma forma grave de esquizofrenia caracterizada por desorganização proeminente do pensamento, do comportamento e do afeto. Geralmente tem início precoce, na adolescência ou início da vida adulta, e é associada a um prognóstico menos favorável devido à rápida deterioração funcional. É crucial para o residente reconhecer seus sinais para um diagnóstico e intervenção precoces. A fisiopatologia envolve alterações neurobiológicas complexas, incluindo disfunção de neurotransmissores como dopamina e glutamato, e anomalias estruturais cerebrais. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou CID-10, que exigem a presença de sintomas psicóticos por um período mínimo, com impacto significativo na funcionalidade. A suspeita deve surgir diante de um jovem com mudanças abruptas de comportamento, isolamento, desleixo e pensamentos desorganizados. O tratamento é multifacetado, combinando antipsicóticos (geralmente de segunda geração) com psicoterapia, reabilitação psicossocial e suporte familiar. O prognóstico varia, mas a adesão ao tratamento e o suporte social são fundamentais para minimizar a deterioração e melhorar a qualidade de vida. É um desafio clínico que exige uma abordagem integrada e contínua.
Os principais sintomas incluem desorganização do pensamento e do comportamento, afeto inapropriado (riso imotivado), isolamento social, desleixo com a higiene pessoal e envolvimento com temas incomuns.
A esquizofrenia hebefrênica geralmente tem início na adolescência ou no início da vida adulta, com um curso progressivo e deterioração funcional.
A diferenciação se baseia na proeminência da desorganização do pensamento, do comportamento e do afeto, além da presença de sintomas negativos marcantes, que são mais acentuados nesta forma.
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