PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024
Uma família de baixa renda está preocupada com seu filho adolescente, de 16 anos de idade, pois, recentemente, o rapaz tem demonstrado comportamentos atípicos, como falar sozinho, expressar ideias “estranhas" e desejar ficar só por longo tempo. O jovem tem um tio materno que foi diagnosticado com esquizofrenia na juventude. Os pais do adolescente estão particularmente preocupados com a possibilidade de ele estar desenvolvendo a doença.Sobre o risco familiar de desenvolver esquizofrenia, pode-se afirmar que:
Esquizofrenia: Risco ↑ em parentes de 1º grau (pais, irmãos, filhos) devido a fatores genéticos e ambientais.
A esquizofrenia possui um componente genético significativo, o que eleva o risco de desenvolvimento da doença em parentes de primeiro grau de indivíduos afetados. No entanto, a genética não é o único fator, e a doença é multifatorial, envolvendo também aspectos ambientais.
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e grave, caracterizado por distorções no pensamento, percepção, emoções, linguagem, senso de si e comportamento. Embora sua etiologia seja complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, o histórico familiar é um dos mais importantes fatores de risco. A prevalência na população geral é de aproximadamente 1%, mas esse risco aumenta consideravelmente em parentes de indivíduos afetados. A hereditariedade da esquizofrenia é bem estabelecida, com estudos de gêmeos e adoção demonstrando um forte componente genético. Parentes de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) de indivíduos com esquizofrenia têm um risco significativamente elevado de desenvolver a doença, que pode ser até 10 vezes maior do que na população geral. No entanto, a esquizofrenia não segue um padrão de herança mendeliana simples, sendo considerada uma doença poligênica, onde múltiplos genes de pequeno efeito interagem com fatores ambientais para conferir vulnerabilidade. O manejo de pacientes com risco familiar elevado envolve a observação de pródromos, intervenções precoces e suporte psicossocial. Embora não haja uma prevenção específica, a identificação precoce de sintomas e o tratamento adequado podem melhorar o prognóstico. É crucial que o residente compreenda a interação entre genética e ambiente para uma abordagem holística e individualizada, evitando estigmas e promovendo a saúde mental.
O risco de esquizofrenia para parentes de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) de um indivíduo afetado é significativamente maior do que na população geral, variando de 6% a 10%, comparado a 1% na população geral.
Não, a esquizofrenia é uma doença multifatorial, resultado da interação complexa entre múltiplos genes de suscetibilidade e fatores ambientais, como complicações obstétricas, infecções na infância e uso de substâncias.
Sinais de alerta incluem isolamento social, declínio no desempenho escolar, alterações no padrão de sono, fala desorganizada, ideias bizarras, desconfiança excessiva e mudanças abruptas de comportamento.
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