HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Qual é a alternativa correta em relação à estrutura epidemiológica da esquistossomose?
Infecção por Schistosoma mansoni ocorre pela penetração ativa de cercárias na pele íntegra em contato com água contaminada.
A esquistossomose é uma parasitose transmitida pela penetração cutânea ativa das larvas cercárias, liberadas por caramujos de água doce, em contato com a pele humana. O ciclo de vida envolve o ser humano como hospedeiro definitivo e o caramujo como hospedeiro intermediário.
A esquistossomose, também conhecida como barriga d'água, é uma doença parasitária crônica causada por trematódeos do gênero Schistosoma. No Brasil, a espécie predominante é o Schistosoma mansoni. A compreensão de sua estrutura epidemiológica é fundamental para o controle e prevenção da doença, que afeta milhões de pessoas globalmente, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A doença está intrinsecamente ligada a condições de saneamento básico precário e contato com águas contaminadas. O ciclo de vida do Schistosoma mansoni é complexo e envolve dois hospedeiros: o ser humano (hospedeiro definitivo) e o caramujo de água doce do gênero Biomphalaria (hospedeiro intermediário). O ser humano infectado elimina ovos viáveis nas fezes, que, ao atingirem a água, liberam miracídios. Estes penetram nos caramujos, onde se desenvolvem e se multiplicam, liberando cercárias na água. A infecção humana ocorre quando essas cercárias penetram ativamente a pele íntegra de pessoas que entram em contato com a água contaminada, como em atividades de lazer, trabalho ou higiene. O diagnóstico da esquistossomose é feito pela pesquisa de ovos nas fezes ou por métodos imunológicos. O tratamento é realizado com praziquantel. A profilaxia envolve melhoria do saneamento básico, educação em saúde, controle de caramujos e tratamento em massa da população. Para residentes, é crucial entender a cadeia de transmissão para implementar medidas eficazes de saúde pública e reconhecer a doença em suas diversas fases clínicas, desde a fase aguda até as formas crônicas hepatoesplênicas.
A infecção humana pela esquistossomose ocorre quando as larvas cercárias, liberadas por caramujos de água doce infectados, penetram ativamente a pele íntegra de indivíduos que entram em contato com águas contaminadas.
O caramujo de água doce (gênero Biomphalaria para S. mansoni) atua como hospedeiro intermediário. Ele é infectado pelos miracídios que eclodem dos ovos eliminados nas fezes humanas, e dentro dele, as larvas se desenvolvem em cercárias, que são infecciosas para o homem.
No Brasil, a espécie de Schistosoma de maior importância epidemiológica e a única endêmica é o Schistosoma mansoni, responsável pela esquistossomose mansônica. As outras espécies que infectam humanos não são encontradas no país.
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