INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 42 anos, pescador que mora próximo a um lago, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) no norte de Minas Gerais. Ele relata dor abdominal intermitente, cansaço, febre baixa, hiporexia, episódios de diarreia há cerca de um mês e áreas de prurido em membros inferiores. No exame físico, apresenta hepatoesplenomegalia e distensão abdominal. Nos membros inferiores há lesões sugestivas de estrófulos. O hemograma mostra eosinofilia. Aguarda resultado de exame parasitológico de fezes pelo método Kato-Katz. Nesse caso, qual deverá ser a conduta de acordo com o resultado do exame?
Esquistossomose: Praziquantel é o tratamento de escolha para S. mansoni e notificação compulsória é essencial.
A esquistossomose mansônica, comum em áreas endêmicas como o norte de Minas Gerais, manifesta-se com sintomas gastrointestinais, hepatoesplenomegalia e eosinofilia. O diagnóstico é feito pelo parasitológico de fezes (Kato-Katz), e o tratamento com praziquantel é eficaz, sendo a notificação um passo crucial para o controle epidemiológico da doença.
A esquistossomose mansônica, ou barriga d'água, é uma doença parasitária causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, endêmica em diversas regiões do Brasil, especialmente onde há contato com águas contaminadas por caramujos do gênero Biomphalaria. A doença afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um importante problema de saúde pública, com manifestações clínicas que variam desde formas assintomáticas até graves, como a hepatoesplênica. A compreensão de sua epidemiologia e ciclo de vida é crucial para a prevenção e controle. O diagnóstico da esquistossomose é baseado na história clínica, epidemiológica e exames laboratoriais. A presença de sintomas como dor abdominal, diarreia, fadiga, hepatoesplenomegalia e eosinofilia em pacientes de áreas endêmicas deve levantar a suspeita. O método de Kato-Katz é o padrão-ouro para a detecção e quantificação de ovos nas fezes, permitindo avaliar a carga parasitária. Métodos imunológicos podem ser úteis em fases iniciais ou em casos de baixa carga parasitária, mas não substituem a pesquisa de ovos para confirmação da infecção ativa. O tratamento da esquistossomose mansônica é feito com praziquantel, um anti-helmíntico de alta eficácia e boa tolerabilidade, administrado em dose única. A notificação compulsória da doença é essencial para as autoridades de saúde, permitindo a vigilância epidemiológica e a implementação de medidas de controle, como saneamento básico, educação em saúde e controle de moluscos vetores. O acompanhamento pós-tratamento é importante para verificar a cura parasitológica e prevenir reinfecções.
A esquistossomose mansônica pode apresentar dor abdominal, diarreia, cansaço, febre baixa, hiporexia, prurido e lesões cutâneas (estrófulos). Em fases mais avançadas, pode haver hepatoesplenomegalia e distensão abdominal.
O tratamento de escolha é o praziquantel, que age contra as formas adultas do parasita. A notificação compulsória é fundamental para o monitoramento epidemiológico da doença, permitindo ações de controle e prevenção em áreas endêmicas.
O diagnóstico laboratorial primário é feito pela pesquisa de ovos do parasita nas fezes, sendo o método Kato-Katz o mais utilizado devido à sua sensibilidade e quantificação. A eosinofilia no hemograma é um achado sugestivo, mas não diagnóstico.
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