FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Um homem com 30 anos de idade mora em área de assentamento recentemente ocupada, próxima a uma lagoa, que é utilizada como fonte principal de água, pois não há saneamento no local. Ele procura a Unidade Básica de Saúde por apresentar dor abdominal de leve intensidade em epigástrio, associada a náuseas, que piora com a alimentação. Refere, também, prurido em face anterior de perna esquerda. O agente etiológico responsável pelo agravo descrito é:
Prurido em pernas + área endêmica com água contaminada + dor abdominal → Esquistossomose (Schistosoma mansoni).
O prurido na perna (dermatite cercariana ou "prurido do nadador") é um sinal precoce da penetração das cercárias do Schistosoma mansoni na pele. A associação com dor abdominal e histórico de exposição a águas contaminadas em área sem saneamento reforça a suspeita de esquistossomose.
A esquistossomose mansônica, ou barriga d'água, é uma doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni, endêmica em diversas regiões do Brasil. Sua importância clínica reside na alta morbidade, especialmente em áreas com saneamento básico deficiente e contato frequente com águas contaminadas. É crucial para o médico residente reconhecer o perfil epidemiológico e as manifestações iniciais. A fisiopatologia envolve a penetração das cercárias na pele, causando a dermatite cercariana, e a posterior migração dos vermes adultos para o sistema porta, onde depositam ovos que desencadeiam uma resposta inflamatória. A suspeita diagnóstica deve surgir em pacientes com histórico de exposição a águas de lagoas ou rios em áreas endêmicas, apresentando sintomas como dor abdominal, náuseas e, principalmente, o prurido do nadador. O tratamento da esquistossomose é feito com praziquantel. O prognóstico é geralmente bom nas fases iniciais, mas pode ser reservado em casos avançados com complicações como hipertensão portal. A prevenção é fundamental e envolve saneamento básico, educação em saúde e controle de caramujos.
Os primeiros sinais incluem a dermatite cercariana (prurido do nadador) no local de penetração das larvas, que pode ser seguida por febre, mialgia e dor abdominal na fase aguda.
A transmissão ocorre pelo contato da pele com águas doces contaminadas por cercárias, que são formas larvais do Schistosoma mansoni liberadas por caramujos hospedeiros intermediários.
Na fase crônica, a esquistossomose pode causar dor abdominal, diarreia, hepatomegalia, esplenomegalia e, em casos avançados, hipertensão portal e ascite.
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