Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Em uma lagoa de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, foi localizada uma população de caramujos Biomphalaria glabrata. Na região, não são relatados casos de esquistossomose, e os caramujos recolhidos estavam negativos para Schistosoma mansoni. Essa área deve, portanto, ser definida como
Área indene com vetor presente = potencial de transmissão.
Uma área é considerada 'indene' quando não há casos autóctones de uma doença. No entanto, se o vetor (caramujo Biomphalaria glabrata) está presente e é capaz de transmitir o parasita (mesmo que os caramujos atuais estejam negativos), a área tem 'potencial de transmissão' caso o parasita seja introduzido.
A esquistossomose mansônica, causada pelo parasita Schistosoma mansoni, é uma doença parasitária de grande importância em saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Seu ciclo de vida envolve um hospedeiro definitivo (humanos) e um hospedeiro intermediário (caramujos do gênero Biomphalaria, como o Biomphalaria glabrata). A presença do caramujo vetor é um fator determinante para a ocorrência da transmissão. A classificação epidemiológica das áreas em relação à esquistossomose é fundamental para as ações de vigilância e controle. Uma 'área indene' é aquela onde não há casos autóctones da doença, indicando que a transmissão não está ocorrendo. No entanto, a presença do caramujo vetor competente, como o Biomphalaria glabrata, confere à área um 'potencial de transmissão'. Isso significa que, se indivíduos infectados (eliminando ovos nas fezes) visitarem a área e contaminarem a água, os caramujos podem ser infectados e iniciar um ciclo de transmissão local. Portanto, mesmo que os caramujos coletados estejam negativos para Schistosoma mansoni e não haja casos relatados na região, a identificação do vetor Biomphalaria glabrata indica que a área é vulnerável à introdução e estabelecimento da doença. A vigilância epidemiológica e malacológica contínua é essencial nessas áreas para prevenir surtos e garantir a saúde da população.
Uma área indene é aquela onde não há registro de casos autóctones de esquistossomose mansônica, ou seja, a transmissão da doença não ocorre localmente.
O Biomphalaria glabrata é o principal hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni no Brasil. Sua presença é essencial para o ciclo de vida do parasita e, consequentemente, para a transmissão da esquistossomose.
Potencial de transmissão significa que, embora não haja casos autóctones no momento, as condições ambientais e a presença do hospedeiro intermediário (caramujo) são favoráveis para que a doença se estabeleça e se dissemine caso o parasita seja introduzido na área.
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