HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Um paciente de 38 anos de idade procurou atendimento médico com queixas de sensação de plenitude, dor epigástrica e hiporexia há quatro meses. Relatou ainda episódios diarreicos e, por vezes, disenteriformes, intercalados com constipação intestinal crônica. Ao exame físico, detectou-se fígado de consistência endurecida e aumentado de volume. Na ultrassonografia, verificou-se, além da hepatomegalia, a presença de fibrose hepática moderada, sem esplenomegalia. O paciente mora em zona endêmica de esquistossomose mansônica. Foram, então, solicitados exames complementares para confirmação do diagnóstico. Com relação ao caso clínico apresentado e de acordo com as publicações do Ministério da Saúde, julgue o item.Cerca de 10% a 15% dos indivíduos com esquistossomose mansônica, com a mesma forma clínica desse paciente, podem apresentar síndrome nefrótica que, geralmente, melhora após o uso de esquistossomicidas.
Esquistossomose mansônica hepatoesplênica pode cursar com glomerulonefrite (síndrome nefrótica), mas a melhora com esquistossomicidas é variável e nem sempre ocorre.
A esquistossomose mansônica, especialmente em sua forma hepatoesplênica, pode levar a complicações renais como a glomerulonefrite esquistossomótica, que se manifesta como síndrome nefrótica. No entanto, a melhora da síndrome nefrótica após o tratamento com esquistossomicidas não é uma regra e pode não ocorrer em todos os casos.
A esquistossomose mansônica é uma doença parasitária crônica causada pelo Schistosoma mansoni, endêmica em diversas regiões do Brasil. A forma hepatoesplênica é a mais grave, caracterizada por fibrose periportal (fibrose de Symmers), hepatomegalia, esplenomegalia e hipertensão portal, com risco de varizes esofágicas e ascite. Além das manifestações hepáticas, a esquistossomose pode levar a complicações em outros órgãos, incluindo os rins. A glomerulonefrite esquistossomótica é uma complicação renal bem documentada, resultante da deposição de imunocomplexos contendo antígenos do parasita nos glomérulos, levando à síndrome nefrótica. A prevalência de síndrome nefrótica em pacientes com esquistossomose hepatoesplênica varia, mas pode ser significativa. Embora o tratamento com esquistossomicidas (praziquantel) seja fundamental para eliminar o parasita, a melhora da síndrome nefrótica é variável e depende do grau de lesão renal estabelecida. Em muitos casos, a doença renal pode persistir ou progredir mesmo após o tratamento antiparasitário.
A esquistossomose mansônica pode causar glomerulonefrite imunocomplexa, levando à síndrome nefrótica, especialmente nas formas crônicas e hepatoesplênicas da doença.
A forma hepatoesplênica é caracterizada por hepatomegalia, esplenomegalia, fibrose periportal (fibrose de Symmers) e hipertensão portal, com risco de varizes esofágicas e hemorragia digestiva.
O praziquantel é eficaz contra o parasita, mas a reversão da síndrome nefrótica induzida pela esquistossomose é variável. Em muitos casos, a lesão renal pode ser crônica e não responder completamente ao tratamento antiparasitário.
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