Vacina Tríplice Viral: Esquema Pós-Dose Zero Sarampo

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

A partir de 2019, várias crianças de 6 meses de idade receberam a vacina Tríplice Viral (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola) em campanhas nacionais ou em operações de bloqueio, para o controle do recrudescimento do sarampo no Brasil. Entre as opções abaixo, a melhor conduta recomendada pelo Ministério da Saúde, para estas crianças, a fim de manter alto o grau de imunidade da população é

Alternativas

  1. A) antecipar o reforço para 12 meses.
  2. B) antecipar a dose da vacina para 9 meses e aplicar o reforço aos 12 meses.
  3. C) manter a dose da vacina dos 12 meses e o reforço aos 15 meses. 
  4. D) não vacinar aos 12 meses e manter o reforço aos 15 meses.
  5. E) fazer a sorologia e vacinar se houver baixos níveis de anticorpos.

Pérola Clínica

Dose zero de Tríplice Viral (<1 ano) em campanhas → Manter esquema vacinal padrão aos 12 e 15 meses para imunidade duradoura.

Resumo-Chave

A "dose zero" da vacina Tríplice Viral, administrada em crianças de 6 a 11 meses em situações de surto ou campanhas, não substitui as doses do calendário vacinal regular. É fundamental manter as doses de rotina aos 12 e 15 meses para garantir a imunidade completa e duradoura contra sarampo, caxumba e rubéola.

Contexto Educacional

A vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) é um componente essencial do Calendário Nacional de Vacinação, visando proteger a população contra essas doenças altamente contagiosas. Em cenários de recrudescimento do sarampo, como o observado no Brasil a partir de 2019, o Ministério da Saúde implementou estratégias de vacinação de bloqueio e campanhas, incluindo a administração da "dose zero" da vacina em crianças de 6 a 11 meses de idade. Essa "dose zero" é uma medida de saúde pública para conferir proteção precoce em um grupo etário vulnerável, onde a incidência de sarampo pode ser maior e a doença mais grave. No entanto, devido à possível interferência de anticorpos maternos e à imaturidade do sistema imunológico em lactentes jovens, a resposta à vacina pode ser subótima. Por isso, essa dose não é considerada parte do esquema vacinal regular. Para garantir uma imunidade robusta e duradoura, é crucial que as crianças que receberam a "dose zero" mantenham o esquema vacinal padrão. Isso significa que elas devem receber a primeira dose da Tríplice Viral aos 12 meses de idade e o reforço (segunda dose) aos 15 meses de idade, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Essa abordagem assegura a máxima proteção individual e contribui para a manutenção da imunidade coletiva, prevenindo novos surtos.

Perguntas Frequentes

O que é a "dose zero" da vacina Tríplice Viral e quando ela é indicada?

A "dose zero" da Tríplice Viral é uma dose extra administrada a crianças de 6 a 11 meses de idade em situações de surto de sarampo ou em campanhas de vacinação, visando oferecer proteção precoce em áreas de alto risco.

Por que a "dose zero" não substitui as doses regulares do calendário vacinal?

A resposta imunológica em lactentes com menos de 12 meses pode ser menos robusta devido à presença de anticorpos maternos. Portanto, a "dose zero" é uma medida emergencial e não garante imunidade duradoura, sendo essencial manter as doses de 12 e 15 meses.

Qual o esquema vacinal completo da Tríplice Viral para crianças no Brasil?

O esquema vacinal completo no Brasil consiste em duas doses: a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose (reforço) aos 15 meses de idade, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

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