Esquema Vacinal contra Poliomielite no PNI 2024

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Menino de 4 anos, previamente hígido, refugiado afegão, chegou ao Brasil há 1 semana com visto humanitário. É atendido na Unidade Básica de Saúde de referência,de sua nova residência, com o quadro de febre e súbita deficiência motora em membro inferior esquerdo (MIE), há 1 dia. Ao exame, o paciente encontra-se em regular estado geral, com reflexos profundos abolidos em MIE, porém com sensibilidade preservada.Considerando que o Afeganistão é um país com circulação do vírus selvagem da poliomielite e ponderando, ainda, a baixa cobertura vacinal no Brasil, atualmente, a médica realiza a notificação compulsória e interna o paciente para investigação diagnóstica e tratamento.É necessário avaliar o cartão vacinal dos contactantes próximos desse paciente, com o objetivo de vacinação adicional como forma de bloqueio de surto. Quais são as vacinas contra poliomielite presentes no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e seu esquema de administração preconizado atualmente?

Alternativas

  1. A) Vacina contra poliomielite atenuada, administrada aos 2, 4, 6, 15 meses e 4 anos.
  2. B) Vacina contra poliomielite atenuada, administrada aos 2, 4 e 6 meses; vacina contra poliomielite inativada, administrada aos 15 meses e 4 anos.
  3. C) Vacina contra poliomielite inativada, administrada aos 2, 4 e 6 meses; vacina contra poliomielite atenuada, administrada aos 15 meses e 4 anos.
  4. D) Vacina contra poliomielite inativada, administrada aos 2, 4, 6, 15 meses e 4 anos.
  5. E) Vacina contra poliomelite inativada, administrada aos 2 e 4 meses; vacina contra poliomielite atenuada, administrada aos 6 e 15 meses e aos 4 anos.

Pérola Clínica

Paralisia flácida aguda + febre em área endêmica → Notificação imediata + Coleta de fezes.

Resumo-Chave

O esquema do PNI para poliomielite utiliza a vacina inativada (VIP) nas três primeiras doses (2, 4, 6 meses) e a atenuada (VOP) nos reforços (15 meses e 4 anos).

Contexto Educacional

A poliomielite é uma doença erradicada no Brasil desde 1989, mas o risco de reintrodução persiste devido à circulação do vírus selvagem em países como Afeganistão e Paquistão, somado à queda nas coberturas vacinais nacionais. O quadro clínico clássico envolve febre seguida de paralisia assimétrica, predominantemente de membros inferiores, com reflexos abolidos e sensibilidade preservada. O diagnóstico diferencial de paralisia flácida aguda inclui a Síndrome de Guillain-Barré e a mielite transversa. No contexto de saúde pública, a vigilância epidemiológica exige a coleta de fezes de todo caso de PFA em menores de 15 anos. O manejo vacinal é a principal ferramenta de controle, utilizando a VIP para minimizar riscos de paralisia vacinal e a VOP para garantir proteção comunitária durante os reforços.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre a vacina VIP e a VOP?

A VIP (Vacina Inativada Poliomielite) é composta por vírus mortos, administrada via intramuscular, sendo mais segura por não causar paralisia associada à vacina. A VOP (Vacina Oral Poliomielite) contém vírus vivos atenuados, administrada via oral, excelente para imunidade de rebanho intestinal, mas com risco raríssimo de reversão para neurovirulência. O PNI prioriza VIP no esquema primário para evitar casos vacinais.

Como proceder diante de um caso suspeito de poliomielite?

A paralisia flácida aguda é de notificação compulsória imediata (em até 24 horas). Deve-se realizar a investigação epidemiológica, coletar amostra de fezes para isolamento viral (idealmente nos primeiros 14 dias) e realizar exame neurológico detalhado, além de avaliar a cobertura vacinal dos contactantes para bloqueio vacinal se necessário.

Quais são os reforços da vacina contra poliomielite no PNI?

Atualmente, o PNI preconiza a VIP aos 2, 4 e 6 meses de vida. Os reforços são realizados com a VOP aos 15 meses e aos 4 anos de idade. É importante notar que há um movimento global e nacional para a substituição total da VOP pela VIP para mitigar riscos de vírus derivados da vacina, mas o esquema clássico de transição ainda é o mais cobrado.

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