HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Lactente de um ano é levado a atendimento em unidade básica de saúde devido a quadro de infecção de vias aéreas superiores. Durante o atendimento, a mãe informa que o lactente foi recentemente adotado por ela, pois perdeu seus pais durante uma enchente na cidade onde morava. A mãe adotiva informa estar apreensiva, pois não sabe quais as vacinas que o menino recebeu até aquela data, já que todos os documentos do lactente foram perdidos, inclusive o cartão vacinal. Exame físico: presença de cicatriz vacinal em braço direito e FR: 38irpm. O médico decide, corretamente, atualizar a situação vacinal do menino. Todas as vacinas indicadas para o primeiro ano de vida serão aplicadas neste momento, com exceção de:
Lactente 1 ano, sem cartão, com cicatriz BCG → NÃO BCG. Rotavírus tem limite de idade (< 8m para 2ª dose) → NÃO Rotavírus.
Para um lactente de 1 ano sem histórico vacinal, a presença da cicatriz de BCG indica que esta vacina já foi administrada. A vacina contra rotavírus possui um limite de idade para a administração da última dose (7 meses e 29 dias), portanto, não deve ser aplicada após 1 ano. As demais vacinas do primeiro ano devem ser atualizadas.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, prevenindo inúmeras doenças infecciosas. O Calendário Nacional de Vacinação do SUS estabelece um esquema rigoroso para crianças, visando proteger contra diversas patologias desde os primeiros meses de vida. Situações como a perda do cartão vacinal ou a adoção de crianças sem histórico documentado exigem do profissional de saúde um conhecimento aprofundado do calendário e das regras de vacinação de resgate. Para um lactente de um ano sem cartão vacinal, a avaliação deve ser criteriosa. A presença de cicatriz vacinal no braço direito é um forte indicativo de que a vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) já foi administrada, não sendo necessária a revacinação. Quanto à vacina contra rotavírus, é crucial lembrar que ela possui um limite de idade para a administração da última dose (7 meses e 29 dias), devido ao risco aumentado de intussuscepção em idades mais avançadas. Portanto, após 1 ano, esta vacina não deve ser aplicada. As demais vacinas previstas para o primeiro ano de vida, como as doses de DTP, Hib, Hepatite B, VIP, Pneumocócica 10-valente e Meningocócica C, devem ser administradas conforme o esquema de recuperação, respeitando os intervalos mínimos entre as doses. A atualização vacinal é fundamental para garantir a proteção da criança e a saúde coletiva, e o profissional deve sempre consultar as normas técnicas do Ministério da Saúde para condutas precisas.
A presença da cicatriz vacinal da BCG indica que a vacina já foi administrada e houve resposta imunológica, não sendo necessária uma nova dose. A revacinação não é recomendada.
A vacina contra rotavírus tem um limite de idade rigoroso: a primeira dose deve ser administrada entre 6 semanas e 3 meses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias de idade, devido ao risco aumentado de intussuscepção após essa idade.
Em caso de perda do cartão vacinal, deve-se considerar o esquema como incompleto e iniciar ou completar as doses das vacinas indicadas para a idade, respeitando os intervalos mínimos e as contraindicações específicas, como a idade limite para o rotavírus.
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