INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, o esquema vacinal em crianças de 4 meses vivendo com HIV é:
Crianças com HIV: evitar vacinas vivas (exceto BCG/sarampo se CD4 > 15%), usar VIP e pneumocócica conjugada.
Crianças vivendo com HIV têm um esquema vacinal adaptado para sua imunodeficiência. Vacinas vivas atenuadas são geralmente contraindicadas (como a oral da poliomielite e varicela), priorizando as inativadas (VIP) e reforçando a proteção contra infecções oportunistas (pneumocócica conjugada).
O esquema vacinal em crianças vivendo com HIV é um componente crítico do cuidado pediátrico, visando protegê-las contra doenças infecciosas, ao mesmo tempo em que se considera sua condição de imunodeficiência. As recomendações são específicas e diferem do calendário vacinal de crianças imunocompetentes. Em geral, crianças com HIV devem receber todas as vacinas inativadas conforme o calendário regular, como Hepatite B, Tríplice Bacteriana (DTP), Haemophilus influenzae tipo b (Hib), Poliomielite Inativada (VIP) e Pneumocócica Conjugada. A VIP é preferida à VOP (oral) devido ao risco de replicação do vírus vivo atenuado em imunocomprometidos. A vacina de Rotavírus é recomendada, desde que a criança seja assintomática e sem imunodeficiência grave. Vacinas vivas atenuadas, como Tríplice Viral (SCR) e Varicela, são geralmente contraindicadas em crianças com imunodeficiência grave. No entanto, podem ser consideradas em casos de imunodeficiência leve a moderada, com contagem de CD4 acima de um limiar específico, sempre sob avaliação médica rigorosa. A vacina BCG é contraindicada para crianças com HIV sintomáticas ou com imunodeficiência grave. O acompanhamento regular com um especialista é essencial para garantir a adesão ao esquema e a segurança da vacinação.
Vacinas vivas atenuadas são geralmente contraindicadas para crianças com HIV, especialmente se houver imunodeficiência grave. Exemplos incluem a vacina oral contra poliomielite (VOP), varicela, febre amarela e tríplice viral (SCR) em casos de imunodeficiência grave.
A VIP é preferida porque é uma vacina inativada, não contendo vírus vivos, o que a torna segura para indivíduos imunocomprometidos, ao contrário da VOP (oral), que contém vírus vivos atenuados e pode causar doença em imunodeficientes.
Sim, a vacina de rotavírus é recomendada para crianças com HIV, desde que sejam assintomáticas e não apresentem imunodeficiência grave. A avaliação do status imunológico é crucial antes da administração para garantir a segurança.
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