UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
A esporotricose de transmissão felina (ETF) ou esporotricose de transmissão zoonótica apresenta-se como um surto epidêmico em expansão, sendo que no Brasil foram reportados milhares de casos humanos e felinos entre 2000 e 2021. A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas: 1. A infecção é causada por Sporothrix schenckii, um fungo dimórfico. 2. As principais formas clinicas da ETF são de natureza cutânea e linfocutânea. 3. O diagnóstico da ETF é por exame histopatológico, na maioria dos casos. 4. O tratamento da ETF é feito com o itraconazol. Assinale a alternativa correta.
Esporotricose felina → Formas cutânea/linfocutânea + Tratamento com itraconazol.
A esporotricose de transmissão felina é causada por espécies do complexo Sporothrix, sendo as formas cutânea e linfocutânea as mais comuns. O diagnóstico definitivo é por cultura, mas a histopatologia pode sugerir. O tratamento de escolha para as formas cutâneas é o itraconazol.
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix. No Brasil, a esporotricose de transmissão felina (ETF) tem se tornado um grave problema de saúde pública, com o Sporothrix brasiliensis sendo a espécie mais prevalente e virulenta associada a essa zoonose. As afirmativas precisam ser analisadas cuidadosamente. A afirmativa 1 está parcialmente incorreta, pois, embora Sporothrix schenckii seja um fungo dimórfico e cause esporotricose, no contexto da ETF no Brasil, a espécie predominante é Sporothrix brasiliensis. A afirmativa 2 está correta, as formas cutânea e linfocutânea são as mais comuns. A afirmativa 3 está incorreta, pois o diagnóstico definitivo é por cultura de fungos; a histopatologia é sugestiva, mas não confirmatória na maioria dos casos devido à baixa carga fúngica. A afirmativa 4 está correta, o itraconazol é o tratamento de escolha para as formas cutâneas e linfocutâneas. Portanto, as afirmativas 2 e 4 são as verdadeiras.
As formas clínicas mais comuns são a cutânea (lesões fixas ou disseminadas) e a linfocutânea (lesões que seguem o trajeto dos vasos linfáticos). Formas extracutâneas, como pulmonar ou osteoarticular, são menos frequentes.
O diagnóstico definitivo é realizado por cultura de fungos a partir de amostras de lesões cutâneas, secreções ou tecidos. A histopatologia pode sugerir o diagnóstico, mas não é confirmatória na maioria dos casos.
O itraconazol é o antifúngico de escolha para o tratamento das formas cutânea e linfocutânea da esporotricose, com boa eficácia e tolerabilidade. Em casos graves ou refratários, outras opções podem ser consideradas.
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