Micoses Sistêmicas: Epidemiologia e Tratamento Essencial

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020

Enunciado

Referente aos aspectos epidemiológicos das micoses sistêmicas, considere as afirmativas abaixo: 1. A maioria dos casos de esporotricose atualmente observados no Brasil são de transmissão felina. 2. A histoplasmose é causada por um fungo dimórfico que se desenvolve em solo contaminado com fezes de morcego e de aves como galináceos. 3. A paracoccidioidomicose acomete principalmente mulheres que trabalham na lavoura. 4. A maioria dos casos de paracoccidioidomicose crônica são tratados com itraconazol. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
  2. B) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  3. C) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
  5. E) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Pérola Clínica

Esporotricose felina ↑, Histoplasmose solo/morcego, Paracoccidioidomicose homens lavoura, tratamento crônico com Itraconazol.

Resumo-Chave

A esporotricose tem tido um aumento significativo na transmissão felina no Brasil. A histoplasmose está ligada a solos contaminados por fezes de aves e morcegos. A paracoccidioidomicose afeta predominantemente homens em áreas rurais, e seu tratamento crônico frequentemente utiliza itraconazol.

Contexto Educacional

As micoses sistêmicas representam um grupo de doenças infecciosas causadas por fungos que podem afetar diversos órgãos e sistemas, sendo de grande importância epidemiológica no Brasil. O conhecimento de seus aspectos de transmissão, grupos de risco e tratamento é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado, além de ser um tema frequente em provas de residência médica. A esporotricose, causada por espécies de Sporothrix, tem se destacado pela epidemia de transmissão felina no Brasil, tornando o contato com gatos infectados um fator de risco primordial (afirmativa 1 verdadeira). A histoplasmose, por sua vez, é causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum, que se desenvolve em solos contaminados por fezes de morcegos e aves, sendo a inalação de esporos a via de infecção (afirmativa 2 verdadeira). Já a paracoccidioidomicose, causada por Paracoccidioides brasiliensis, acomete principalmente homens adultos em áreas rurais, e não mulheres (afirmativa 3 falsa). O tratamento das micoses sistêmicas varia conforme a gravidade e o tipo de fungo. Para a paracoccidioidomicose crônica, o itraconazol é a droga de escolha e é utilizado por longos períodos, sendo altamente eficaz (afirmativa 4 verdadeira). O residente deve estar atento às particularidades de cada micose, incluindo a identificação dos fatores de risco e a escolha terapêutica, para uma conduta clínica assertiva.

Perguntas Frequentes

Qual a principal via de transmissão da esporotricose no Brasil atualmente?

Atualmente, a principal via de transmissão da esporotricose no Brasil, especialmente em algumas regiões, é a zoonótica, através do contato com gatos infectados, que podem transmitir o fungo Sporothrix schenckii por arranhaduras ou mordidas.

Quais são os fatores epidemiológicos associados à histoplasmose?

A histoplasmose é causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum, encontrado em solos ricos em nitrogênio, especialmente aqueles contaminados por fezes de aves (galináceos) e morcegos. A inalação de esporos em locais como cavernas, galinheiros e obras é o principal fator de risco.

Quem é o grupo de risco mais afetado pela paracoccidioidomicose e qual o tratamento?

A paracoccidioidomicose afeta predominantemente homens adultos, geralmente trabalhadores rurais, devido à exposição ocupacional ao fungo Paracoccidioides brasiliensis. O tratamento da forma crônica é frequentemente realizado com itraconazol por longos períodos.

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