Esporotricose Humana: Agente, Formas Clínicas e Notificação

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Recentemente, os casos de esporotricose têm crescido em níveis epidêmicos no Brasil. O número de casos vem aumentando progressivamente ao longo da última década. Sobre a esporotricose humana, analise os itens abaixo:I. Esporotricose cutânea é a forma clínica mais frequente. Il. Tem como agente etiológico o fungo do gênero Sporothrix. III. Na América do Sul, é apontada como a micose subcutânea de maior prevalência.IV. Está inclusa na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública.Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Todos os itens estão corretos.
  2. B) Existem, apenas, três itens corretos.
  3. C) Existem, apenas, dois itens corretos.
  4. D) Existe, apenas, um item correto.
  5. E) Nenhum item está correto.

Contexto Educacional

A esporotricose é uma micose subcutânea de distribuição mundial, mas com crescente importância epidemiológica no Brasil, onde tem sido considerada uma zoonose emergente, principalmente pela transmissão de gatos para humanos. É causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, vegetais e matéria orgânica em decomposição. A infecção ocorre geralmente por inoculação traumática do fungo na pele. Sua relevância clínica tem aumentado devido ao número crescente de casos, especialmente em áreas urbanas. As formas clínicas variam, sendo a cutânea a mais frequente, manifestando-se como lesões nodulares ou ulceradas que podem se disseminar via linfática. Outras formas incluem a extracutânea (óssea, articular, pulmonar) e a disseminada, mais comum em imunocomprometidos. O diagnóstico é feito por cultura do fungo a partir de material das lesões ou por histopatologia. É crucial suspeitar da doença em pacientes com lesões cutâneas crônicas, especialmente com histórico de contato com gatos ou solo. O tratamento da esporotricose depende da forma clínica e da gravidade. Para as formas cutâneas localizadas, o iodeto de potássio é uma opção eficaz e de baixo custo. Para formas mais graves ou disseminadas, antifúngicos como itraconazol ou anfotericina B são indicados. A notificação e o controle epidemiológico são importantes, embora a doença não seja de notificação compulsória nacional, o monitoramento local e a educação da população sobre a prevenção são essenciais.

Perguntas Frequentes

Qual a forma clínica mais comum da esporotricose?

A forma cutânea da esporotricose é a mais frequente, manifestando-se como lesões nodulares ou ulceradas que podem seguir o trajeto linfático (linfangítica) ou ser fixas, geralmente em áreas expostas do corpo.

A esporotricose é uma doença de notificação compulsória no Brasil?

Não, a esporotricose não está na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública. No entanto, é monitorada e pode ser de notificação compulsória em níveis estaduais ou municipais, especialmente em contextos de surtos ou áreas endêmicas.

Qual o agente etiológico da esporotricose?

A esporotricose é causada por fungos dimórficos do gênero Sporothrix. O complexo Sporothrix schenckii é o principal grupo de espécies envolvido em infecções humanas e animais, com destaque para S. brasiliensis no Brasil.

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