Esporotricose: Manifestações Clínicas e Disseminação

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

A esporotricose: 

Alternativas

  1. A) acomete habitualmente a pele, o tecido subcutâneo e os vasos linfáticos, mas pode afetar também órgãos internos.
  2. B) é mais comum em países de clima frio.
  3. C) tem etiologia bacteriana, sendo transmitida pela mordedura ou arranhadura de gatos contaminados. 
  4. D) afeta exclusivamente a epiderme e derme.

Pérola Clínica

Esporotricose: Micose subcutânea que pode disseminar para linfáticos e órgãos internos, transmitida por fungo (Sporothrix spp.).

Resumo-Chave

A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, classicamente associada à inoculação traumática do fungo. Embora predominantemente cutânea e linfocutânea, pode evoluir para formas disseminadas, afetando órgãos internos, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Contexto Educacional

A esporotricose é uma micose subcutânea causada por espécies do complexo Sporothrix, sendo Sporothrix schenckii e Sporothrix brasiliensis as mais relevantes clinicamente. É uma doença cosmopolita, mas com alta incidência em algumas regiões, como o Brasil, onde se tornou uma zoonose emergente, com gatos desempenhando um papel crucial na transmissão. A compreensão de suas manifestações e potencial de disseminação é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. A apresentação clínica mais comum da esporotricose é a forma cutânea, que pode ser fixa (uma única lesão ulcerada ou nodular) ou linfocutânea (lesão primária com nódulos secundários que se desenvolvem ao longo dos vasos linfáticos de drenagem). No entanto, a doença não se restringe à pele e ao tecido subcutâneo. O fungo pode disseminar-se hematogenicamente ou linfaticamente para outros órgãos, causando esporotricose pulmonar, articular, óssea ou até mesmo meníngea, especialmente em pacientes imunocomprometidos. O diagnóstico é feito por cultura do fungo a partir de amostras de lesões ou por histopatologia. O tratamento varia conforme a forma clínica, sendo o itraconazol a droga de escolha para as formas cutâneas e linfocutâneas, e a anfotericina B reservada para casos graves ou disseminados. Residentes devem estar cientes da diversidade de apresentações da esporotricose e da importância de considerar a doença em pacientes com lesões cutâneas crônicas, especialmente em áreas endêmicas ou com histórico de contato com gatos.

Perguntas Frequentes

Como a esporotricose é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente por inoculação traumática do fungo presente no solo, vegetais ou madeira. No Brasil, a transmissão zoonótica por arranhadura ou mordedura de gatos infectados é uma via importante.

Quais são as formas clínicas mais comuns da esporotricose?

As formas mais comuns são a cutânea fixa (lesão única) e a linfocutânea (lesão primária com nódulos ao longo dos vasos linfáticos). Formas disseminadas são menos frequentes, mas mais graves.

Qual o tratamento de escolha para a esporotricose?

O tratamento de escolha para as formas cutâneas e linfocutâneas é o itraconazol por vários meses. Para formas graves ou disseminadas, pode ser necessário anfotericina B.

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