Espondilose Lombar: Diagnóstico e Sinais Clínicos da Lombalgia

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024

Enunciado

Homem, 50 anos, previamente hígido, sem comorbidades, há 4 meses teve início insidioso de lombalgia, às vezes com irradiação para a nádega direita. A dor é pior pela manhã, ao acordar. Ficar em pé por mais de 30 minutos causa exacerbação da dor, que é aliviada quando deita. Nega febre ou perda de peso. Exame físico: Lasegue negativo, exame neurológico normal, quadris com mobilidade normal e sem dor às rotações interna e externa. O paciente sente dor à extensão da coluna lombar e à palpação da coluna vertebral, em topografia de L3 e L4.Com base nesses dados semiológicos, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o diagnóstico mais provável.

Alternativas

  1. A) Hérnia discal
  2. B) Fratura vertebral
  3. C) Espondiloartrite
  4. D) Espondilose
  5. E) Síndrome do piriforme

Pérola Clínica

Lombalgia crônica com rigidez matinal, dor à extensão e palpação vertebral, Lasegue negativo → Sugere espondilose.

Resumo-Chave

A espondilose lombar é uma condição degenerativa comum da coluna vertebral, caracterizada por dor lombar crônica, frequentemente pior pela manhã e aliviada com repouso. A ausência de sinais radiculares (Lasegue negativo, exame neurológico normal) e a dor à extensão e palpação vertebral são achados típicos.

Contexto Educacional

A lombalgia é uma das queixas mais comuns na prática médica, afetando uma grande parcela da população em algum momento da vida. O diagnóstico diferencial é vasto e inclui condições mecânicas, inflamatórias, infecciosas e neoplásicas. A espondilose lombar, uma condição degenerativa da coluna vertebral, é uma causa frequente de lombalgia crônica, especialmente em indivíduos de meia-idade e idosos. O reconhecimento de seus padrões clínicos é crucial para um manejo adequado e para a preparação em provas de residência. A espondilose é caracterizada por alterações degenerativas nos discos intervertebrais e nas articulações facetárias, levando à formação de osteófitos e estreitamento do canal vertebral. Clinicamente, manifesta-se como dor lombar crônica, que tipicamente piora com a atividade e melhora com o repouso. A rigidez matinal é comum, mas geralmente de curta duração e alivia com o movimento. A irradiação para as nádegas pode ocorrer, mas sem um padrão radicular claro. No exame físico, é comum encontrar dor à palpação da coluna e à extensão, com um teste de Lasegue negativo e exame neurológico normal, diferenciando-a de condições como hérnia discal. No caso apresentado, o paciente de 50 anos com lombalgia insidiosa há 4 meses, pior pela manhã e aliviada ao deitar, dor à extensão e palpação em L3-L4, e Lasegue negativo com exame neurológico normal, aponta fortemente para um quadro de espondilose. A ausência de febre ou perda de peso afasta causas infecciosas ou neoplásicas. A espondiloartrite, por outro lado, apresentaria dor inflamatória com rigidez matinal prolongada que melhora com a atividade. A hérnia discal teria sinais radiculares mais evidentes. Portanto, a espondilose é o diagnóstico mais provável, e o entendimento desses diferenciais é vital para a prática clínica e para o sucesso em exames.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da dor na espondilose lombar?

A dor na espondilose lombar é tipicamente mecânica, piora com a atividade e melhora com o repouso. Frequentemente, há rigidez matinal que melhora ao longo do dia e dor à palpação vertebral e à extensão da coluna lombar.

Como diferenciar espondilose de hérnia discal e espondiloartrite?

A espondilose é uma dor mecânica sem sinais radiculares (Lasegue negativo, exame neurológico normal). A hérnia discal causa dor radicular com Lasegue positivo e déficits neurológicos. A espondiloartrite apresenta dor inflamatória, com rigidez matinal prolongada que melhora com o exercício e piora com o repouso.

Qual o papel do exame físico na suspeita de espondilose?

O exame físico na espondilose geralmente revela dor à palpação da coluna lombar e à extensão, com mobilidade preservada dos quadris e ausência de sinais de irritação radicular (Lasegue negativo) ou déficits neurológicos, o que ajuda a direcionar o diagnóstico.

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