IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Sobre o agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa, assinale a alternativa correta:
Agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa é o Staphylococcus aureus.
O Staphylococcus aureus é o patógeno mais frequentemente isolado em casos de espondilodiscite infecciosa, uma infecção grave da coluna vertebral. O conhecimento desse agente é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica inicial.
A espondilodiscite infecciosa, também conhecida como osteomielite vertebral ou discite infecciosa, é uma infecção grave que afeta os corpos vertebrais e os discos intervertebrais. É uma condição que pode levar a dor crônica, deformidades da coluna e déficits neurológicos se não for diagnosticada e tratada precocemente. O agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa piogênica é o Staphylococcus aureus, responsável pela maioria dos casos. Outros agentes bacterianos incluem estreptococos, enterobactérias e Pseudomonas aeruginosa. Em regiões endêmicas ou em pacientes imunocomprometidos, Mycobacterium tuberculosis deve ser considerado como causa (Doença de Pott). A via de infecção mais comum é a hematogênica. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada, que deve ser iniciada empiricamente com cobertura para Staphylococcus aureus e outros patógenos comuns, e posteriormente ajustada com base nos resultados da cultura e antibiograma. A imobilização da coluna e, em alguns casos, a intervenção cirúrgica para desbridamento, descompressão ou estabilização vertebral, são componentes importantes do manejo.
Os sintomas incluem dor nas costas (lombar, torácica ou cervical) que piora com o movimento, febre, mal-estar, perda de peso e, em casos avançados, déficits neurológicos devido à compressão medular.
O diagnóstico envolve exames de imagem como ressonância magnética (RM) da coluna, que é o padrão-ouro, exames laboratoriais (VHS, PCR elevados) e cultura de material obtido por biópsia da vértebra ou disco para identificação do agente etiológico.
O tratamento é primariamente com antibioticoterapia prolongada (geralmente por 6-12 semanas), guiada pela cultura e antibiograma. Em casos de instabilidade vertebral, compressão neurológica ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser necessária.
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