Espondilodiscite Infecciosa: Agente Etiológico Comum

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024

Enunciado

Sobre o agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Mycobacterium tuberculosis
  2. B) Staphylococcus epidermidis
  3. C) Cândida albicans
  4. D) Staphylococcus aureus

Pérola Clínica

Agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa é o Staphylococcus aureus.

Resumo-Chave

O Staphylococcus aureus é o patógeno mais frequentemente isolado em casos de espondilodiscite infecciosa, uma infecção grave da coluna vertebral. O conhecimento desse agente é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica inicial.

Contexto Educacional

A espondilodiscite infecciosa, também conhecida como osteomielite vertebral ou discite infecciosa, é uma infecção grave que afeta os corpos vertebrais e os discos intervertebrais. É uma condição que pode levar a dor crônica, deformidades da coluna e déficits neurológicos se não for diagnosticada e tratada precocemente. O agente etiológico mais comum na espondilodiscite infecciosa piogênica é o Staphylococcus aureus, responsável pela maioria dos casos. Outros agentes bacterianos incluem estreptococos, enterobactérias e Pseudomonas aeruginosa. Em regiões endêmicas ou em pacientes imunocomprometidos, Mycobacterium tuberculosis deve ser considerado como causa (Doença de Pott). A via de infecção mais comum é a hematogênica. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada, que deve ser iniciada empiricamente com cobertura para Staphylococcus aureus e outros patógenos comuns, e posteriormente ajustada com base nos resultados da cultura e antibiograma. A imobilização da coluna e, em alguns casos, a intervenção cirúrgica para desbridamento, descompressão ou estabilização vertebral, são componentes importantes do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da espondilodiscite infecciosa?

Os sintomas incluem dor nas costas (lombar, torácica ou cervical) que piora com o movimento, febre, mal-estar, perda de peso e, em casos avançados, déficits neurológicos devido à compressão medular.

Como é feito o diagnóstico da espondilodiscite infecciosa?

O diagnóstico envolve exames de imagem como ressonância magnética (RM) da coluna, que é o padrão-ouro, exames laboratoriais (VHS, PCR elevados) e cultura de material obtido por biópsia da vértebra ou disco para identificação do agente etiológico.

Qual o tratamento para espondilodiscite infecciosa?

O tratamento é primariamente com antibioticoterapia prolongada (geralmente por 6-12 semanas), guiada pela cultura e antibiograma. Em casos de instabilidade vertebral, compressão neurológica ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser necessária.

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