Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Assinale a alternativa que apresenta o exame de imagem considerado o mais indicado para auxiliar no diagnóstico de espondilodiscite infecciosa.
Espondilodiscite infecciosa: Ressonância Magnética (RM) é o exame de imagem mais sensível e específico para diagnóstico precoce.
A Ressonância Magnética (RM) é o padrão ouro para o diagnóstico de espondilodiscite infecciosa devido à sua alta sensibilidade na detecção de alterações inflamatórias e infecciosas precoces nos discos intervertebrais e corpos vertebrais, superando a radiografia e a TC.
A espondilodiscite infecciosa, também conhecida como discite ou osteomielite vertebral, é uma infecção rara, mas grave, que afeta o disco intervertebral e os corpos vertebrais adjacentes. Pode ser causada por disseminação hematogênica, contaminação direta ou pós-cirúrgica. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações neurológicas e deformidades. A fisiopatologia envolve a colonização bacteriana do espaço discal e das vértebras, levando a um processo inflamatório e destrutivo. A Ressonância Magnética (RM) é o exame de imagem de escolha devido à sua capacidade de visualizar alterações precoces na medula óssea e no disco, que são invisíveis em radiografias simples e muitas vezes sutis na tomografia computadorizada. A RM permite avaliar a extensão da infecção, a presença de abscessos e o grau de compressão neural. O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, intervenção cirúrgica para desbridamento ou estabilização. O prognóstico depende da precocidade do diagnóstico e da adequação do tratamento. A suspeita clínica, baseada em dor axial persistente e sinais inflamatórios, deve levar à solicitação rápida da RM.
A Ressonância Magnética é superior por sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de edema, inflamação e destruição óssea e discal precoces, além de permitir a avaliação de abscessos e compressão medular, que não são bem visualizados em radiografias ou TC.
Na RM, a espondilodiscite infecciosa se manifesta com hipersinal em T2 e realce pelo contraste no disco intervertebral e nos corpos vertebrais adjacentes, além de edema da medula óssea e possível formação de abscessos epidurais ou paravertebrais.
Os sintomas clássicos incluem dor lombar ou cervical persistente, que piora com o movimento e não melhora com repouso, febre, mal-estar e, em casos avançados, déficits neurológicos devido à compressão medular.
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