PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A espondiloartrite axial radiográfica se manifesta clinicamente como:
Espondiloartrite axial → Dor lombar inflamatória + Rigidez matinal + Dor glútea alternante (sacroiliíte).
A dor glútea alternante é um sinal clínico altamente sugestivo de sacroiliíte inflamatória, característica fundamental das espondiloartrites axiais.
As espondiloartrites axiais formam um grupo de doenças inflamatórias que compartilham o HLA-B27 e o acometimento do esqueleto axial. A espondiloartrite axial radiográfica, classicamente conhecida como Espondilite Anquilosante, predomina em homens jovens. A fisiopatologia envolve inflamação nas enteses (entesite), evoluindo para formação de sindesmófitos e anquilose óssea. O diagnóstico baseia-se nos critérios ASAS, que valorizam a dor lombar inflamatória por mais de 3 meses e a presença de sacroiliíte em exames de imagem ou HLA-B27 positivo associado a outras características (uveíte, dactilite, psoríase). A dor glútea alternante é um achado semiótico precioso que aponta diretamente para a inflamação das sacroilíacas.
A dor lombar inflamatória caracteriza-se por início insidioso (antes dos 45 anos), melhora com o exercício, não melhora com o repouso, dor noturna (com melhora ao levantar) e rigidez matinal superior a 30 minutos.
É uma dor profunda na região das nádegas que alterna de lado (ora direita, ora esquerda). Ela reflete a inflamação das articulações sacroilíacas (sacroiliíte) e é um dos critérios clínicos mais específicos para o grupo das espondiloartrites.
A forma radiográfica (Espondilite Anquilosante) apresenta alterações definitivas de sacroiliíte no Raio-X simples. A forma não radiográfica apresenta clínica típica e/ou alterações apenas na Ressonância Magnética (edema ósseo), sem alterações no Raio-X.
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