HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 37 anos queixa-se de dor lombar há 6 meses, com piora progressiva. Refere que a dor é mais frequente durante a noite e que melhora ao se levantar da cama e com a caminhada. Há 8 meses, refere ter apresentado crises ocasionais de dor e edema em dedos de mãos, que melhoram com uso de anti-inflamatórios. Apresenta radiografias de coluna torácica, lombar e bacia normais.Para uma investigação adequada da principal hipótese diagnóstica, deve-se realizar
Dor lombar inflamatória em jovem com Raio-X normal → suspeitar de Espondiloartrite Axial não radiográfica e solicitar RM de sacroilíacas.
Em pacientes com suspeita de espondiloartrite axial e radiografias normais, a Ressonância Magnética (RM) das articulações sacroilíacas é o exame de escolha. A RM pode detectar edema de medula óssea (osteíte), um sinal de inflamação ativa (sacroiliíte), que confirma o diagnóstico precocemente.
As espondiloartrites (EpA) são um grupo de doenças reumáticas inflamatórias crônicas que compartilham características clínicas, genéticas e de imagem. A forma axial (EpAax) acomete primariamente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. O sintoma cardinal é a dor lombar de ritmo inflamatório, que se diferencia da dor mecânica por piorar com o repouso e melhorar com a atividade física. O diagnóstico da EpAax pode ser dividido em duas fases: não radiográfica e radiográfica (conhecida como Espondilite Anquilosante). Na fase não radiográfica, o paciente apresenta os sintomas clínicos, mas as radiografias das sacroilíacas são normais ou inconclusivas. Este atraso radiográfico pode durar anos, retardando o diagnóstico e o tratamento. Por isso, a suspeita clínica baseada na dor inflamatória em um paciente jovem é fundamental. Para confirmar o diagnóstico na fase não radiográfica, o exame de imagem de escolha é a Ressonância Magnética (RM) das articulações sacroilíacas. A RM com sequências sensíveis a edema (como STIR) pode detectar edema da medula óssea subcondral, um sinal de sacroiliíte ativa, que é um dos critérios de classificação da ASAS (Assessment of SpondyloArthritis international Society). A identificação precoce permite o início de terapias, como os anti-inflamatórios não esteroidais e os agentes biológicos, que podem controlar a inflamação e melhorar o prognóstico.
A dor lombar inflamatória tipicamente acomete indivíduos com menos de 40 anos, tem início insidioso, melhora com exercício e piora com o repouso. É comum a dor noturna que faz o paciente levantar-se da cama durante a noite para se movimentar e obter alívio.
Porque a RM é capaz de detectar inflamação ativa (sacroiliíte) na forma de edema da medula óssea nas articulações sacroilíacas, muito antes do surgimento de alterações estruturais (erosões, esclerose) visíveis na radiografia. Isso permite um diagnóstico precoce.
A diferença está na presença ou ausência de sacroiliíte definitiva na radiografia convencional da bacia. Na forma não radiográfica, os pacientes têm os sintomas clínicos, mas a radiografia é normal, enquanto a RM já pode mostrar inflamação ativa. A forma radiográfica é o que classicamente se chama de Espondilite Anquilosante.
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