INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 45 anos com queixa de dor lombar, há 1 ano, é encaminhado da atenção primária para o ambulatório de reumatologia. O paciente é obeso, sedentário. Relata dor ao acordar e dificuldade de movimentação, que melhora após cerca de 2 horas. Utilizou diversos anti-inflamatórios não hormonais e analgésicos comuns, com melhora parcial e transitória. A radiografia de coluna lombar, realizada na unidade básica de saúde (UBS), revela redução de espaço L4-L5 com esclerose subcondral. O exame físico mostra uma redução na amplitude dos movimentos da coluna lombar, com um teste de Schober de 1 cm, e não há sinais de artrite ou de entesite. Considerando o diagnóstico mais provável, quais são as condutas médicas específicas para o caso?
Dor lombar inflamatória (rigidez matinal >30min) + teste de Schober positivo em adulto jovem → investigar espondiloartrite axial com RM de sacroilíacas.
Diante de uma dor lombar com características inflamatórias, a investigação deve focar em espondiloartrite axial. A ressonância magnética de sacroilíacas é o exame mais sensível para detectar sacroileíte precoce (edema ósseo), enquanto as provas inflamatórias (VHS, PCR) ajudam a avaliar a atividade da doença, sendo a conduta inicial adequada.
As espondiloartrites são um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam primariamente o esqueleto axial (coluna e articulações sacroilíacas), mas também podem envolver articulações periféricas, enteses e manifestações extra-articulares (uveíte, psoríase, doença inflamatória intestinal). A espondilite anquilosante é o protótipo do grupo. Acometem preferencialmente adultos jovens, com pico de incidência entre 20 e 30 anos. A principal manifestação clínica é a dor lombar de caráter inflamatório. O exame físico é crucial, com manobras específicas como o teste de Schober, que avalia a mobilidade da coluna lombar. Um resultado < 5 cm de variação é considerado anormal. O diagnóstico é baseado nos critérios de classificação da ASAS (Assessment of SpondyloArthritis international Society), que valorizam a presença de sacroileíte em exames de imagem (RM ou RX) ou a presença do antígeno HLA-B27 associado a características clínicas da doença. O tratamento visa controlar a dor e a inflamação, preservar a função e prevenir a progressão estrutural. A primeira linha inclui anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e fisioterapia. Para pacientes que não respondem aos AINEs ou que possuem doença com alta atividade, os agentes biológicos, como os inibidores do TNF-alfa, são indicados e demonstram alta eficácia.
Caracteriza-se por início insidioso antes dos 45 anos, melhora com exercício e piora com repouso, dor noturna que melhora ao levantar e rigidez matinal que dura mais de 30 minutos. Responde bem a anti-inflamatórios não hormonais.
A conduta inicial envolve solicitar provas de atividade inflamatória (PCR e VHS) e o exame de imagem mais sensível para inflamação precoce, que é a ressonância magnética das articulações sacroilíacas. O HLA-B27 também pode ser solicitado como parte da investigação.
A radiografia detecta alterações estruturais crônicas, como esclerose, erosões e anquilose, que podem levar anos para se manifestar. A RM, por outro lado, é capaz de detectar a inflamação aguda (edema ósseo medular ou osteíte) na fase inicial da doença, permitindo um diagnóstico mais precoce.
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