Espondilo-hiperostose Difusa Idiopática: Características Chave

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024

Enunciado

A espondilo-hiperostose difusa idiopática é caracterizada por:

Alternativas

  1. A) Formação de ossificações no ligamento longitudinal anterior.
  2. B) Presença de sacroileíte bilateral.
  3. C) Rigidez matinal superior a 1 hora.
  4. D) Artrite erosiva de pequenas articulações.

Pérola Clínica

DISH = ossificação ligamento longitudinal anterior, poupa sacroilíacas e articulações periféricas.

Resumo-Chave

A Espondilo-hiperostose Difusa Idiopática (DISH), também conhecida como Doença de Forestier, é uma condição caracterizada pela ossificação do ligamento longitudinal anterior da coluna vertebral, principalmente torácica. Diferencia-se de espondiloartropatias pela ausência de sacroileíte e artrite periférica erosiva.

Contexto Educacional

A Espondilo-hiperostose Difusa Idiopática (DISH), também conhecida como Doença de Forestier, é uma condição musculoesquelética crônica caracterizada pela ossificação e calcificação dos ligamentos e enteses, predominantemente na coluna vertebral. Afeta principalmente homens idosos, com prevalência aumentando com a idade, e está frequentemente associada a condições metabólicas como obesidade, diabetes mellitus e hipertensão. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de outras espondiloartropatias e na compreensão de suas manifestações clínicas e complicações. A fisiopatologia da DISH ainda não é totalmente compreendida, mas envolve um processo de ossificação endocondral e intramembranosa dos ligamentos espinhais, especialmente o ligamento longitudinal anterior. O diagnóstico é primariamente radiológico, com a presença de ossificação contínua em pelo menos quatro corpos vertebrais adjacentes, preservação dos espaços discais e ausência de sacroileíte ou anquilose das articulações apofisárias. Os pacientes podem apresentar dor e rigidez na coluna, mas a condição pode ser assintomática. O tratamento da DISH é sintomático, focado no alívio da dor e na manutenção da mobilidade, utilizando analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia. Em casos raros, a compressão de estruturas adjacentes, como o esôfago ou a medula espinhal, pode exigir intervenção cirúrgica. É crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam as características distintivas da DISH para um diagnóstico correto e manejo adequado, evitando confusões com outras doenças reumáticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados radiológicos da Espondilo-hiperostose Difusa Idiopática?

Os achados radiológicos mais importantes da DISH incluem a ossificação do ligamento longitudinal anterior da coluna vertebral, tipicamente em pelo menos quatro corpos vertebrais contíguos, com preservação dos espaços discais e ausência de sacroileíte ou anquilose das articulações apofisárias.

Como diferenciar a DISH da espondilite anquilosante?

A DISH se diferencia da espondilite anquilosante pela ausência de sacroileíte, ausência de anquilose das articulações apofisárias e pela formação de ossificações mais volumosas e fluídas (em 'vela de cera') no ligamento longitudinal anterior, em contraste com os sindesmófitos finos e verticais da espondilite anquilosante.

Quais são os sintomas mais comuns da Espondilo-hiperostose Difusa Idiopática?

Os sintomas mais comuns da DISH incluem dor e rigidez na coluna vertebral, principalmente torácica e lombar, que pode piorar com o movimento. Em casos avançados, pode haver disfagia devido à compressão esofágica por osteófitos cervicais volumosos.

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