CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre o acometimento ocular na espondilite anquilosante, é correto afirmar:
Espondilite Anquilosante → Uveíte anterior aguda, unilateral recorrente (alternante).
A uveíte na espondilite anquilosante é tipicamente anterior, aguda, não granulomatosa e, embora bilateral ao longo da vida, os episódios costumam ser unilaterais e alternantes.
A espondilite anquilosante (EA) é o protótipo das espondiloartropatias soronegativas e possui uma forte associação com o antígeno HLA-B27. A uveíte anterior aguda ocorre em cerca de 25-30% dos pacientes com EA e pode, em alguns casos, preceder o diagnóstico das manifestações articulares. A inflamação é do tipo não granulomatosa, o que a diferencia de condições como sarcoidose ou tuberculose. O manejo agudo baseia-se em corticoides tópicos potentes (como acetato de prednisolona 1%) em alta frequência e agentes cicloplégicos para prevenir a formação de sinéquias e aliviar a dor decorrente do espasmo do corpo ciliar. O acompanhamento conjunto entre oftalmologista e reumatologista é essencial para o controle sistêmico da doença e redução da frequência das crises oculares.
A uveíte associada à espondilite anquilosante (EA) apresenta-se tipicamente como uma uveíte anterior aguda (iridociclite). O paciente queixa-se de dor ocular súbita, fotofobia, hiperemia conjuntival (injeção ciliar) e visão turva. Ao exame em lâmpada de fenda, observa-se Tyndall (células na câmara anterior), flare e precipitados ceráticos finos (não granulomatosos).
Sim, a condição é bilateral na maioria dos casos se considerarmos a história clínica completa do paciente. No entanto, os episódios agudos são caracteristicamente unilaterais e não simultâneos. É comum o paciente relatar que 'uma hora inflama um olho, outra hora inflama o outro', um padrão conhecido como unilateral alternante.
Se não tratada adequadamente com corticoides e midriáticos, a uveíte anterior aguda pode levar à formação de sinéquias posteriores (adesão da íris ao cristalino), o que pode causar glaucoma secundário por bloqueio pupilar. Outras complicações incluem catarata secundária e edema macular cistoide em casos crônicos ou recorrentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo