SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Um paciente de 27 anos refere ser portador de espondilite anquilosante. Qual dos achados abaixo provavelmente NÃO será observado nesse caso?
Dor lombar inflamatória da Espondilite Anquilosante → piora com repouso e melhora com atividade física.
A dor lombar na espondilite anquilosante é classicamente de caráter inflamatório, o que significa que ela piora com o repouso (especialmente à noite e pela manhã) e melhora com a atividade física. A alternativa "dor lombar baixa que melhora com o repouso" descreve uma dor de caráter mecânico, que é o oposto do esperado na EA.
A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta predominantemente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, pertencente ao grupo das espondiloartropatias. É mais comum em homens jovens e tem forte associação com o antígeno HLA B27. A doença é caracterizada por dor e rigidez progressivas, que podem levar à fusão vertebral e perda da mobilidade. O achado clínico mais característico da EA é a dor lombar inflamatória. Diferentemente da dor lombar mecânica, que geralmente piora com o movimento e melhora com o repouso, a dor inflamatória da EA tem início insidioso, piora com o repouso (especialmente à noite e pela manhã), é acompanhada de rigidez matinal prolongada (geralmente > 30 minutos) e melhora com a atividade física. Outros achados comuns incluem entesite (inflamação nos locais de inserção de tendões e ligamentos, como tendão de Aquiles), dactilite (inflamação de um dedo inteiro) e manifestações extra-articulares como uveíte anterior aguda. O diagnóstico da EA baseia-se em critérios clínicos e radiológicos, incluindo sacroileíte em exames de imagem. O tratamento visa aliviar a dor, reduzir a inflamação, manter a mobilidade e prevenir deformidades. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como primeira linha, fisioterapia e, em casos de doença mais ativa ou refratária, agentes biológicos (inibidores de TNF-alfa ou IL-17). O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para preservar a função e a qualidade de vida.
A dor lombar inflamatória na EA é insidiosa, piora com o repouso e à noite, melhora com o exercício, está associada à rigidez matinal prolongada (>30 minutos) e pode alternar entre as nádegas.
O HLA B27 é um marcador genético presente em cerca de 90% dos pacientes com EA, embora sua presença não seja diagnóstica por si só, e sua ausência não exclua a doença. Ele confere uma predisposição genética significativa.
As manifestações extra-articulares mais frequentes incluem uveíte anterior aguda (a mais comum), entesite (inflamação dos locais de inserção de tendões e ligamentos), dactilite ("dedo em salsicha"), doença inflamatória intestinal e, menos frequentemente, doença cardíaca ou pulmonar.
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