UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Mateus, 21 anos, queixa-se de dor lombar que persiste há quatro meses, além de rigidez na região lombar, que piora com a inatividade. Refere dificuldade para sair da cama de manhã e necessidade de rolar de lado, tentando não flexionar ou girar a coluna vertebral para diminuir a dor. Assinale a alternativa CORRETA que mostra as alterações esperadas na radiografia da coluna lombar e bacia do paciente:
Dor lombar inflamatória em jovem → Suspeitar de espondiloartropatia, buscar sacroileíte radiográfica.
O quadro clínico de dor lombar crônica em jovem, com rigidez matinal que piora com a inatividade e melhora com o movimento, é altamente sugestivo de dor lombar inflamatória, característica das espondiloartropatias, como a espondilite anquilosante. A sacroileíte é a alteração radiográfica mais precoce e característica.
A dor lombar é uma queixa comum, mas a diferenciação entre dor lombar mecânica e inflamatória é crucial. O caso de Mateus, um jovem de 21 anos com dor lombar persistente por quatro meses, rigidez que piora com a inatividade e dificuldade para sair da cama, é clássico de dor lombar inflamatória. Este padrão é altamente sugestivo de uma espondiloartropatia, sendo a espondilite anquilosante a mais prototípica. A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e radiográficos. As alterações radiográficas mais precoces e características são as da sacroileíte, que incluem esclerose subcondral, erosões e, em estágios avançados, fusão das articulações sacroilíacas. Outras alterações radiográficas podem surgir com a progressão da doença, como sindesmófitos (ossificação dos ligamentos espinhais) e a "coluna em bambu". É fundamental reconhecer esses achados para um diagnóstico precoce e manejo adequado, que pode incluir anti-inflamatórios não esteroides, fisioterapia e, em casos mais graves, agentes biológicos.
A dor lombar inflamatória tipicamente tem início insidioso antes dos 40 anos, duração superior a 3 meses, piora com o repouso e melhora com o exercício, e está associada à rigidez matinal prolongada.
Sacroileíte é a inflamação das articulações sacroilíacas. Na radiografia, manifesta-se por erosões, esclerose subcondral, alargamento ou fusão do espaço articular, sendo um achado chave nas espondiloartropatias.
Além da sacroileíte, a espondilite anquilosante pode apresentar sindesmófitos (ossificação dos ligamentos espinhais), coluna em bambu (fusão vertebral completa) e erosões nos ângulos vertebrais (sinal de Romanus).
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