UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Paciente do sexo masculino, 19 anos, evoluindo há 10 meses com artrite do tornozelo direito, joelho esquerdo, cotovelo direito e lombalgia tipo inflamatória. A hipótese diagnóstica é de espondilite anquilosante. Qual o exame que auxilia no diagnóstico?
Espondilite Anquilosante → Lombalgia inflamatória + Artrite periférica + HLA-B27 positivo auxilia no diagnóstico.
O HLA-B27 é um marcador genético presente em grande parte dos pacientes com espondilite anquilosante, embora sua ausência não exclua o diagnóstico. Sua positividade, em conjunto com achados clínicos e radiográficos (sacroiliíte), fortalece a hipótese diagnóstica.
A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta predominantemente o esqueleto axial, especialmente as articulações sacroilíacas e a coluna vertebral, podendo também envolver articulações periféricas e enteses. É a protótipo das espondiloartrites soronegativas, com prevalência estimada em 0,1% a 1,4% da população geral, sendo mais comum em homens jovens. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de deformidades. A fisiopatologia da EA envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. O gene HLA-B27 é o fator genético mais fortemente associado, presente em cerca de 90% dos pacientes caucasianos, embora sua presença não seja patognomônica. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos (lombalgia inflamatória, artrite, entesite, uveíte) e radiográficos (sacroiliíte). Exames complementares como VHS e PCR podem estar elevados, mas não são específicos. O tratamento da EA visa aliviar a dor, reduzir a inflamação, manter a mobilidade e prevenir a progressão da doença. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como primeira linha, fisioterapia e exercícios. Em casos de doença mais grave ou refratária, agentes biológicos, como os inibidores de TNF-alfa, são indicados. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida.
Os principais sintomas incluem lombalgia inflamatória crônica (melhora com exercício, piora com repouso), artrite periférica, entesite e uveíte. A rigidez matinal é comum.
O HLA-B27 é um marcador genético associado à espondilite anquilosante, presente em 80-90% dos pacientes. Sua positividade apoia o diagnóstico, mas não é exclusiva nem suficiente por si só.
A lombalgia inflamatória melhora com atividade física, piora com repouso, tem rigidez matinal prolongada e início insidioso em jovens. A mecânica piora com atividade e melhora com repouso.
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