Espondilite Anquilosante: Diagnóstico e Características Clínicas

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Doença inflamatória crônica que acomete, preferencialmente, a coluna vertebral. É mais frequente no sexo masculino, no adulto jovem e HLA-B27. Quadro clínico de dor lombar de ritmo inflamatório. A evolução costuma ser ascendente, acometendo progressivamente a coluna dorsal e cervical. Assinale a alternativa que corresponde CORRETAMENTE à doença caracterizada anteriormente.

Alternativas

  1. A) Hérnia discal.
  2. B) Artrite psoriásica.
  3. C) Artrite reumatoide.
  4. D) Espondilite anquilosante.

Pérola Clínica

Espondilite anquilosante = dor lombar inflamatória, <45 anos, HLA-B27, rigidez matinal, melhora com exercício.

Resumo-Chave

A espondilite anquilosante é uma espondiloartrite axial prototípica, caracterizada por dor lombar de ritmo inflamatório, rigidez matinal e melhora com o exercício. A associação com o HLA-B27 e o acometimento progressivo da coluna vertebral são marcadores importantes para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A espondilite anquilosante (EA) é a protótipo das espondiloartrites axiais, um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam predominantemente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. É mais comum em homens jovens, com início dos sintomas geralmente antes dos 45 anos. A importância clínica reside na sua natureza progressiva, que pode levar à fusão vertebral ("coluna em bambu") e incapacidade funcional significativa se não for diagnosticada e tratada precocemente. A fisiopatologia da EA envolve uma complexa interação entre fatores genéticos (principalmente o HLA-B27), ambientais e imunológicos, resultando em inflamação crônica das ênteses e articulações axiais. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e radiológicos, incluindo dor lombar inflamatória, sacroileíte radiográfica e resposta a anti-inflamatórios não esteroides. A suspeita deve surgir em pacientes jovens com dor lombar crônica que não se encaixa no padrão mecânico. O tratamento visa controlar a inflamação, aliviar a dor, manter a mobilidade e prevenir a progressão da doença. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como primeira linha, fisioterapia e, em casos mais graves ou refratários, agentes biológicos (inibidores de TNF-alfa ou IL-17). O prognóstico é variável, mas o diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para preservar a função e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da dor lombar inflamatória na espondilite anquilosante?

A dor lombar inflamatória é tipicamente insidiosa, piora com o repouso (especialmente à noite e pela manhã), melhora com o exercício, e está associada a rigidez matinal prolongada (>30 minutos).

Qual a importância do HLA-B27 na espondilite anquilosante?

O HLA-B27 é um marcador genético presente em cerca de 90% dos pacientes com espondilite anquilosante, conferindo uma predisposição genética à doença, embora sua presença isolada não seja diagnóstica.

Quais são as manifestações extra-articulares comuns da espondilite anquilosante?

As manifestações extra-articulares incluem uveíte anterior aguda (a mais comum), entesite (inflamação dos locais de inserção de tendões e ligamentos), doença inflamatória intestinal e psoríase.

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