SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 45 anos de idade, com diagnóstico de púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), é encaminhado para realização de uma esplenectomia em razão da refratariedade ao tratamento clínico. No pré-operatório, seus sinais vitais são PA = 130 mmHg x 80 mmHg, FC = 90 bpm, FR = 16 irpm e temperatura = 37 °C. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa que indica a conduta mais apropriada em relação à técnica cirúrgica a ser utilizada.
PTI refratária → Esplenectomia laparoscópica é o padrão-ouro por menor morbidade.
A esplenectomia laparoscópica é preferível na PTI pois o baço geralmente tem tamanho normal, permitindo uma abordagem minimamente invasiva segura e eficaz.
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição periférica de plaquetas mediada por anticorpos, ocorrendo principalmente no baço. A esplenectomia remove o principal local de destruição plaquetária e uma fonte significativa de produção de autoanticorpos. Atualmente, com o advento de agonistas do receptor de trombopoetina, a cirurgia tem sido postergada, mas permanece como uma opção curativa com taxas de resposta de 60-70%. O preparo pré-operatório inclui a otimização da contagem de plaquetas e a vacinação obrigatória contra germes encapsulados (Pneumococo, Meningococo e Haemophilus) pelo menos 2 semanas antes do procedimento.
A esplenectomia é indicada na Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) principalmente em casos de refratariedade ao tratamento clínico de primeira linha (corticosteroides, imunoglobulina IV) ou quando há necessidade de doses tóxicas de medicação para manter níveis seguros de plaquetas. Geralmente é considerada após 12 meses de diagnóstico (fase crônica), mas pode ser antecipada em casos graves.
A via laparoscópica é o padrão-ouro porque oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, retorno precoce às atividades e melhores resultados estéticos. Como na PTI o baço costuma ter dimensões normais (diferente de doenças mieloproliferativas), a manipulação laparoscópica é tecnicamente favorável e segura, mesmo com contagens plaquetárias baixas.
Um passo crítico é a busca exaustiva por baços acessórios (esplenúnculos), presentes em até 15-20% dos pacientes. A falha em identificar e remover um baço acessório é uma das principais causas de falha terapêutica e recorrência da trombocitopenia após a cirurgia.
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