AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Sobre as esplenectomias, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
Esplenectomia eletiva: vacinação pré-op (pneumococo, Haemophilus, meningococo) é crucial; laparoscopia é via preferencial para maioria não traumática.
A esplenectomia laparoscópica é a via de acesso preferencial para a maioria das indicações não traumáticas, como doenças hematológicas, devido a menor morbidade. A imunização pré-operatória contra bactérias encapsuladas é fundamental para prevenir a OPSI, uma complicação grave da asplenia.
A esplenectomia, a remoção cirúrgica do baço, é um procedimento com diversas indicações, tanto traumáticas quanto eletivas. O baço desempenha um papel crucial na imunidade e na filtragem de células sanguíneas, e sua remoção acarreta riscos significativos, especialmente a Síndrome de Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (OPSI). A compreensão das indicações, abordagens e manejo pós-operatório é fundamental para o residente. As indicações para esplenectomia eletiva incluem principalmente doenças hematológicas como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) refratária, esferocitose hereditária, talassemia e alguns linfomas. No contexto de trauma, a esplenectomia é geralmente reservada para lesões esplênicas graves (graus IV-V) ou instabilidade hemodinâmica persistente, com a tendência atual de manejo conservador para lesões de baixo grau. A abordagem laparoscópica é amplamente preferida para a maioria das esplenectomias eletivas devido a vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. No entanto, em casos de esplenomegalia maciça, aderências extensas ou hipertensão portal significativa, a via aberta ainda pode ser a mais segura. A prevenção da OPSI é um pilar do cuidado pós-esplenectomia, envolvendo imunização pré-operatória (idealmente 2 semanas antes) contra pneumococo, Haemophilus influenzae tipo b e meningococo, além de profilaxia antibiótica em alguns casos.
As principais indicações para esplenectomia eletiva incluem doenças hematológicas como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) refratária, esferocitose hereditária, talassemia e linfomas com esplenomegalia sintomática.
A imunização é crucial para prevenir a Síndrome de Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (OPSI), uma infecção grave e potencialmente fatal causada por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis.
A esplenectomia laparoscópica pode ser contraindicada em casos de esplenomegalia maciça (>20 cm), hipertensão portal com varizes esplênicas, aderências extensas de cirurgias prévias ou instabilidade hemodinâmica.
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