HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Paciente 37 anos é portadora de esferocitose e foi encaminhada à cirurgia para realização de esplenectomia. Na indução anestésica o anestesiologista pergunta ao cirurgião se há necessidade de antibioticoprofilaxia:
Esplenectomia → Risco de sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI) → Antibioticoprofilaxia cirúrgica e vacinação essenciais.
A esplenectomia, mesmo sendo uma cirurgia limpa, remove um órgão linfóide crucial para a defesa contra bactérias encapsuladas. A profilaxia antibiótica perioperatória é indicada para reduzir o risco de infecções graves, especialmente a sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI), uma complicação rara, mas com alta mortalidade.
A esplenectomia é um procedimento cirúrgico que remove o baço, um órgão linfóide vital para a imunidade. Embora seja frequentemente realizada para condições como esferocitose hereditária, púrpura trombocitopênica idiopática e trauma esplênico, a sua remoção confere um risco aumentado de infecções graves, particularmente a sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI). Esta condição, embora rara, possui uma taxa de mortalidade elevada, tornando a profilaxia um pilar fundamental no manejo desses pacientes. A fisiopatologia da OPSI está ligada à perda da função imune do baço, que é responsável pela filtração de microrganismos, produção de opsoninas e anticorpos, e remoção de bactérias encapsuladas. Sem o baço, o paciente fica mais suscetível a infecções por patógenos como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo B e Neisseria meningitidis. O diagnóstico precoce e a suspeita clínica são cruciais em pacientes asplênicos com febre ou sinais de infecção. O tratamento e a prevenção da OPSI envolvem uma abordagem multifacetada. A profilaxia antibiótica perioperatória é indicada para reduzir o risco imediato de infecção. Além disso, a vacinação completa contra os principais patógenos encapsulados é essencial e deve ser administrada idealmente 2-4 semanas antes da cirurgia ou, se não for possível, no pós-operatório precoce. A educação do paciente sobre os riscos e a necessidade de procurar atendimento médico em caso de febre também são componentes importantes do manejo a longo prazo.
O principal risco é a sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI), uma infecção grave e rapidamente progressiva causada principalmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo B e Neisseria meningitidis.
A conduta profilática inclui antibioticoprofilaxia perioperatória e um esquema vacinal completo contra bactérias encapsuladas (pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae tipo B), idealmente antes da cirurgia ou no pós-operatório precoce.
O baço desempenha um papel crucial na imunidade, filtrando microrganismos e produzindo anticorpos. Sua remoção compromete a resposta imune, especialmente contra bactérias encapsuladas, que são eliminadas principalmente por fagocitose esplênica.
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