INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
No preparo pré-operatório para esplenestomia em pacientes portadores de Púrpura Trombocitopênica idiopática, a vacinação contra germes encapsulados é indicada com o objetivo de prevenir infecções fulminantes no período pós-operatório. Estas infecções têm como agente mais frequente a bactéria denominada:
Esplenectomia → risco ↑ infecções fulminantes por germes encapsulados, principalmente Streptococcus pneumoniae.
A esplenectomia remove um órgão vital na defesa contra bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae. A vacinação pré-operatória contra este e outros germes encapsulados é crucial para prevenir a Síndrome de Sepse Pós-Esplenectomia (OSSI), uma condição grave e potencialmente fatal.
A esplenectomia, remoção cirúrgica do baço, é um procedimento realizado por diversas indicações, incluindo trauma, doenças hematológicas como a Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), e certas neoplasias. Embora o procedimento possa ser curativo para algumas condições, ele confere ao paciente um risco vitalício aumentado de infecções graves e fulminantes, conhecidas como Síndrome de Sepse Pós-Esplenectomia (OSSI). O baço desempenha um papel fundamental na imunidade, filtrando microrganismos encapsulados do sangue e produzindo anticorpos. Sem ele, a capacidade de resposta imune a esses patógenos é significativamente reduzida. Os agentes etiológicos mais comuns da OSSI são bactérias encapsuladas, com destaque para Streptococcus pneumoniae (pneumococo), responsável pela maioria dos casos, seguido por Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. Para prevenir essas infecções devastadoras, a vacinação pré-operatória é uma medida profilática essencial. Recomenda-se a administração das vacinas pneumocócica (conjugada e polissacarídica), contra Haemophilus influenzae tipo b e meningocócica (conjugada ACWY e B), idealmente 2 a 4 semanas antes da cirurgia eletiva. Além da vacinação, a educação do paciente sobre os riscos, a necessidade de profilaxia antibiótica em certas situações e a busca por atendimento médico imediato em caso de febre são cruciais para o manejo a longo prazo.
O baço é um órgão crucial na defesa imunológica, especialmente na remoção de bactérias encapsuladas e na produção de anticorpos. Sem ele, a capacidade do corpo de combater esses patógenos é severamente comprometida, aumentando o risco de infecções graves e fulminantes.
Os principais germes encapsulados são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. O Streptococcus pneumoniae é o agente mais comum e responsável pela maioria das infecções graves em pacientes esplenectomizados.
Idealmente, a vacinação contra Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis deve ser administrada pelo menos 2 semanas antes da esplenectomia eletiva. Se a esplenectomia for de emergência, as vacinas devem ser aplicadas o mais rápido possível no pós-operatório.
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