UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Traumas contusos abdominais podem levar à necessidade de esplenectomia de emergência. No acompanhamento pós-cirúrgico, esses pacientes devem ser, posteriormente, vacinados para:
Pós-esplenectomia → Vacinar contra encapsulados (Pneumo, Meningo, Hib) para prevenir sepse fulminante.
A ausência do baço compromete a opsonização de bactérias encapsuladas. A imunização tripla é o pilar para prevenir a Overwhelming Post-Splenectomy Infection (OPSI).
A asplenia, seja anatômica (esplenectomia) ou funcional (anemia falciforme), coloca o paciente em risco vitalício para sepse por germes encapsulados. O Streptococcus pneumoniae é o agente mais comum e agressivo. O protocolo vacinal deve ser iniciado precocemente e reforçado conforme as diretrizes de imunização. Além das vacinas, o paciente deve ser orientado a buscar atendimento médico imediato em caso de febre.
O baço é o principal local de fagocitose de bactérias opsonizadas. Sem ele, o organismo tem dificuldade em combater bactérias encapsuladas, que podem causar infecções fulminantes com alta mortalidade.
As vacinas essenciais são contra Streptococcus pneumoniae (Pneumocócica), Neisseria meningitidis (Meningocócica) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Além disso, recomenda-se a vacina anual contra Influenza.
Em cirurgias eletivas, deve-se vacinar 2 semanas antes do procedimento. Em casos de emergência (trauma), a vacinação deve ser feita idealmente 14 dias após a cirurgia para garantir melhor resposta imunológica.
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