FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Paciente de 16 anos será submetido à esplenectomia total para tratamento de anemia falciforme. Umas das medidas para prevenção da sepse fulminante pós-esplenectomia é vacinação contra germes encapsulados, que deve oferecer proteção para quais patógenos:
Pós-esplenectomia: vacinar contra S. pneumoniae, N. meningitidis e H. influenzae (germes encapsulados).
Pacientes esplenectomizados, especialmente com anemia falciforme, têm alto risco de sepse fulminante por germes encapsulados devido à deficiência na depuração de bactérias. A vacinação é uma medida profilática essencial para reduzir essa morbimortalidade.
A esplenectomia total, frequentemente indicada em condições como a anemia falciforme, aumenta significativamente o risco de uma complicação grave e potencialmente fatal conhecida como Síndrome de Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (OPSI). O baço é um órgão linfoide primário responsável pela filtração do sangue, remoção de células sanguíneas envelhecidas e, crucialmente, pela depuração de bactérias encapsuladas e pela produção de opsoninas e anticorpos. Sua ausência compromete severamente a imunidade contra esses patógenos. Os principais agentes etiológicos responsáveis pela OPSI são bactérias encapsuladas, com destaque para Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Neisseria meningitidis (meningococo) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). A vacinação contra esses germes é a medida profilática mais importante para reduzir a morbimortalidade associada à esplenectomia. O esquema vacinal deve incluir as vacinas pneumocócicas (conjugada e polissacarídica), meningocócicas (conjugada ACWY e B) e Haemophilus influenzae tipo b. Além da vacinação, outras medidas preventivas incluem a profilaxia antibiótica contínua (especialmente em crianças e por um período após a cirurgia), educação do paciente sobre os sinais de infecção e a importância de procurar atendimento médico imediato em caso de febre, e o uso de pulseiras de alerta médico. A conscientização sobre esses riscos e a implementação rigorosa das medidas preventivas são essenciais para a segurança e o bem-estar dos pacientes esplenectomizados.
O baço desempenha um papel crucial na imunidade, especialmente na depuração de bactérias encapsuladas e na produção de anticorpos. Sem o baço, há uma deficiência na resposta imune a esses patógenos, aumentando o risco de infecções graves.
Os três principais germes encapsulados são Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Neisseria meningitidis (meningococo) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
Idealmente, a vacinação deve ser realizada 2 a 4 semanas antes da esplenectomia. Se não for possível, deve ser feita o mais rápido possível após a cirurgia, geralmente 2 semanas depois.
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