UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Durante uma esplenectomia total aberta por trauma contuso de abdômen e hemoperitôneo, para mobilização do órgão é realizada, convencionalmente, a dissecção em sequência dos seguintes ligamentos:
Mobilização esplênica → Esplenocólico → Lateral → Esplenofrênico → Gastroesplênico.
A mobilização do baço em cirurgias abertas segue uma sequência de liberação de seus ligamentos para permitir a luxação medial do órgão e controle seguro do pedículo.
A esplenectomia por trauma exige rapidez e precisão. A mobilização lateral é essencial para expor a face posterior do hilo e a cauda do pâncreas, que está intimamente relacionada ao hilo esplênico. A sequência correta de liberação ligamentar (esplenocólico, lateral, esplenofrênico e gastroesplênico) minimiza o risco de lesões em órgãos adjacentes como o estômago, cólon e pâncreas.
O ligamento esplenocólico conecta o polo inferior do baço à flexura esplênica do cólon. Sua secção inicial é fundamental para afastar o cólon para baixo, evitando lesões iatrogênicas durante a tração do baço e permitindo melhor visualização dos ligamentos posteriores e laterais.
O ligamento gastroesplênico contém os vasos gástricos curtos. Sua dissecção deve ser cuidadosa para evitar sangramentos de difícil controle e, principalmente, para não lesionar a grande curvatura do estômago. É geralmente um dos últimos passos antes da abordagem direta ao hilo esplênico.
A mobilização lateral do baço (secção dos ligamentos esplenorrenal e esplenofrênico) permite trazer o baço para a linha média. Essa manobra é essencial para expor a face posterior do hilo e a cauda do pâncreas, facilitando o clampeamento do pedículo em situações de hemorragia grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo