SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente submetido à esplenectomia de emergência por trauma fechado deve receber vacinação para H influenzae tipo B, preferencialmente:
Esplenectomia de emergência → Vacinar preferencialmente 14 dias após o procedimento para melhor resposta imune.
O intervalo de 14 dias evita o período de imunossupressão pós-traumática imediata, garantindo uma produção de anticorpos mais eficaz contra germes encapsulados.
O baço é o maior órgão linfoide do corpo, responsável pela filtração de patógenos circulantes e pela produção de opsoninas (como a tuftsina e properdina) que facilitam a fagocitose de bactérias encapsuladas. A perda desse órgão predispõe à Overwhelming Post-Splenectomy Infection (OPSI), uma síndrome séptica de evolução rápida e alta mortalidade. A imunização é a estratégia preventiva mais eficaz. Estudos imunológicos demonstram que a resposta a antígenos vacinais é significativamente melhor quando administrada fora da fase aguda da resposta inflamatória sistêmica. Portanto, o cumprimento do prazo de 14 dias pós-operatórios é uma recomendação padrão das principais sociedades de cirurgia e infectologia para maximizar a proteção do paciente asplênico.
A espera de aproximadamente 14 dias é recomendada porque, logo após um trauma grave e uma cirurgia de grande porte, o sistema imunológico está em um estado de 'paralisia' ou supressão temporária. Vacinar nesse intervalo permite que o paciente se recupere do estresse inicial, garantindo que as células apresentadoras de antígenos e os linfócitos remanescentes gerem uma memória imunológica mais robusta contra patógenos fatais.
O foco principal é a proteção contra bactérias encapsuladas, que são as principais causas de sepse fulminante em asplênicos. O protocolo inclui as vacinas contra Streptococcus pneumoniae (Pneumococo), Neisseria meningitidis (Meningococo) e Haemophilus influenzae tipo B. Além disso, a vacinação anual contra Influenza é recomendada para reduzir o risco de infecções respiratórias secundárias.
Na esplenectomia eletiva (ex: doenças hematológicas), a vacinação deve ser realizada preferencialmente 14 dias ANTES da cirurgia. Já na esplenectomia de emergência (trauma), onde não há tempo prévio, o consenso é aguardar 14 dias após o procedimento. Se houver risco de perda de seguimento do paciente, alguns protocolos aceitam a vacinação antes da alta, mas o ideal é o intervalo de duas semanas.
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