UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Homem, 35 anos, após trauma automobilístico, sofreu ruptura esplênica e necessidade de intervenção cirúrgica. Foi submetido à esplenectomia e uso de cefazolina profilática. Pode-se afirmar que, após o procedimento, o tempo de uso da cefazolina profilática e a vacinação contra estreptococcia devem ser, respectivamente:
Esplenectomia: Profilaxia ATB (cefazolina) por 3 dias; Vacinação contra encapsulados (pneumo, meningite, HiB) 14 dias após.
Após esplenectomia, a profilaxia antibiótica com cefazolina geralmente dura 3 dias. A vacinação contra bactérias encapsuladas (pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae tipo B) é crucial para prevenir a sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI) e deve ser realizada 14 dias após o procedimento.
A esplenectomia, remoção cirúrgica do baço, é um procedimento comum após trauma abdominal ou em doenças hematológicas. No entanto, a ausência do baço compromete a imunidade, especialmente contra bactérias encapsuladas, aumentando significativamente o risco de infecções graves e potencialmente fatais, conhecidas como Sepse Pós-Esplenectomia Fulminante (OPSI). A profilaxia pós-esplenectomia envolve duas estratégias principais: a profilaxia antibiótica e a vacinação. A profilaxia antibiótica perioperatória, como com cefazolina, é geralmente mantida por cerca de 3 dias para cobrir o período de maior risco cirúrgico. A vacinação é a medida mais importante a longo prazo. As vacinas contra Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo B são mandatórias e devem ser administradas idealmente 14 dias após a cirurgia, permitindo uma resposta imune adequada. Além disso, muitos pacientes necessitam de profilaxia antibiótica contínua por anos ou por toda a vida, especialmente crianças, para um controle eficaz do risco infeccioso.
A profilaxia antibiótica com cefazolina, ou similar, é geralmente recomendada por 3 dias após a esplenectomia para reduzir o risco de infecções precoces.
A esplenectomia remove um órgão vital na defesa contra bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, aumentando drasticamente o risco de sepse fulminante (OPSI), que é prevenida pela vacinação.
A vacinação contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo B deve ser administrada idealmente 14 dias após o procedimento cirúrgico.
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