PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Qual dos diuréticos abaixo pode produzir hipercalemia:
Espironolactona = diurético poupador de potássio → risco de hipercalemia.
A espironolactona é um diurético poupador de potássio, atuando como antagonista da aldosterona nos túbulos renais. Ao bloquear os receptores de aldosterona, ela inibe a reabsorção de sódio e a secreção de potássio e hidrogênio, levando à retenção de potássio e, consequentemente, ao risco de hipercalemia.
Os diuréticos são uma classe de medicamentos amplamente utilizados na medicina para tratar condições como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, edema e cirrose com ascite. Eles atuam aumentando a excreção de sódio e água pelos rins. No entanto, diferentes classes de diuréticos possuem mecanismos de ação distintos e, consequentemente, perfis de efeitos adversos variados, especialmente no balanço eletrolítico. A espironolactona pertence à classe dos diuréticos poupadores de potássio, especificamente antagonistas da aldosterona. Sua ação ocorre no túbulo coletor renal, onde a aldosterona normalmente promove a reabsorção de sódio e a secreção de potássio. Ao bloquear os receptores de aldosterona, a espironolactona impede essa troca, resultando em maior excreção de sódio e água, mas com retenção de potássio. Isso a torna útil em condições com hiperaldosteronismo (primário ou secundário, como na insuficiência cardíaca e cirrose), mas também confere o risco de hipercalemia. É crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam as diferenças entre as classes de diuréticos. Diuréticos tiazídicos (ex: hidroclorotiazida, clortalidona) e diuréticos de alça (ex: furosemida) são conhecidos por causarem hipocalemia, enquanto os poupadores de potássio (espironolactona, amilorida, triamtereno) podem levar à hipercalemia. O monitoramento regular dos eletrólitos séricos, especialmente o potássio, é fundamental para a segurança do paciente, particularmente quando a espironolactona é combinada com outros medicamentos que afetam o potássio, como inibidores da ECA ou BRAs.
A espironolactona é um antagonista competitivo da aldosterona nos receptores do túbulo coletor renal. Ao bloquear a ação da aldosterona, ela impede a reabsorção de sódio e água e, consequentemente, a secreção de potássio e íons hidrogênio, resultando na retenção de potássio.
Além da espironolactona, outros diuréticos poupadores de potássio incluem a amilorida e o triamtereno, que atuam bloqueando os canais de sódio epiteliais no túbulo coletor, independentemente da aldosterona.
Fatores de risco incluem insuficiência renal, uso concomitante de inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), AINEs, suplementos de potássio ou dietas ricas em potássio, e diabetes mellitus.
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