UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
No paciente com insuficiência cardíaca, ao se prescrever espironolactona para uso prolongado deve-se estar atento para o seguinte efeito colateral:
Espironolactona em IC → Risco de Hipercalemia = Monitorar potássio sérico.
A espironolactona é um antagonista da aldosterona e diurético poupador de potássio, fundamental no tratamento da insuficiência cardíaca. Seu principal efeito colateral, e que exige monitoramento rigoroso, é a hipercalemia, especialmente em pacientes com disfunção renal ou em uso concomitante de IECA/BRA.
A espironolactona é um medicamento crucial no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, atuando como um antagonista dos receptores de aldosterona. Sua importância reside na capacidade de reduzir a mortalidade e hospitalizações, além de melhorar os sintomas, sendo um pilar da terapia medicamentosa para essa condição. O mecanismo de ação da espironolactona envolve o bloqueio dos efeitos da aldosterona, um hormônio que promove a retenção de sódio e água e a excreção de potássio. Ao antagonizar a aldosterona, a espironolactona causa diurese e natriurese, enquanto retém potássio. Este efeito poupador de potássio é a base para o principal efeito colateral: a hipercalemia. A hipercalemia é uma complicação potencialmente grave, especialmente em pacientes com insuficiência renal ou que usam outros medicamentos que elevam o potássio, como IECA e BRA. O residente deve estar atento à monitorização regular dos eletrólitos séricos e da função renal, ajustando a dose ou suspendendo o medicamento se necessário. O reconhecimento precoce e o manejo adequado da hipercalemia são essenciais para a segurança do paciente.
A espironolactona é um antagonista da aldosterona e um diurético poupador de potássio. Ela bloqueia os receptores de aldosterona nos túbulos renais, impedindo a reabsorção de sódio e a secreção de potássio, levando ao acúmulo de potássio no sangue.
Pacientes com disfunção renal preexistente, idosos, e aqueles que utilizam concomitantemente inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) têm risco aumentado de desenvolver hipercalemia.
É fundamental monitorar regularmente os níveis séricos de potássio e a função renal. Em caso de hipercalemia, pode ser necessário ajustar a dose da espironolactona, suspender outros medicamentos que aumentam o potássio ou utilizar resinas de troca iônica para reduzir o potássio.
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