HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Homem, 36 anos, em consulta para aconselhamento sobre cessação do tabagismo, traz espirometria realizada recentemente. Tem história de asma na infância e teve infecção leve por COVID-19 há 2 meses. Fuma há sete anos cerca de dez cigarros por dia. Não há relato de dispneia ou sibilos, mas refere alguns episódios de tosse matinal há 2 anos e tem queixa de fraqueza há 2 meses. Ao exame físico, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular bem distribuído, sem ruídos adventícios. A espirometria é mostrada a seguir. A curva de espirometria desse paciente é compatível com
Espirometria normal → VEF1/CVF ≥ 0,70 (ou ≥ LLN) e CVF ≥ 80% (ou ≥ LLN).
Uma espirometria normal é caracterizada por um VEF1/CVF (índice de Tiffeneau) maior ou igual a 0,70 (ou acima do limite inferior da normalidade - LLN) e uma Capacidade Vital Forçada (CVF) também dentro dos limites da normalidade (geralmente ≥ 80% do previsto ou ≥ LLN). A história de tabagismo e asma não implica necessariamente em alteração espirométrica no momento.
A espirometria é um exame fundamental na avaliação da função pulmonar, essencial para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças respiratórias, como asma e DPOC. Sua interpretação correta exige conhecimento dos parâmetros e dos valores de referência, que são influenciados por idade, sexo, altura e etnia. Uma espirometria é considerada normal quando o índice de Tiffeneau (VEF1/CVF) está dentro dos limites da normalidade (geralmente ≥ 0,70 ou acima do limite inferior da normalidade - LLN) e a Capacidade Vital Forçada (CVF) também se encontra normal (geralmente ≥ 80% do previsto ou ≥ LLN). A história clínica do paciente, incluindo tabagismo, asma na infância e infecções respiratórias prévias, é crucial para contextualizar os achados espirométricos. Embora o tabagismo seja um fator de risco primário para DPOC, nem todos os tabagistas desenvolverão a doença, e a função pulmonar pode permanecer normal por anos. Da mesma forma, a asma na infância pode ter sido bem controlada ou ter entrado em remissão, não necessariamente resultando em obstrução persistente. A interpretação da espirometria deve ser feita de forma sistemática. Primeiro, avalia-se a relação VEF1/CVF para identificar obstrução. Se normal, avalia-se a CVF para identificar restrição. Se ambos normais, a espirometria é considerada normal, mesmo na presença de sintomas inespecíficos como tosse matinal, que podem ter outras causas. É importante lembrar que a espirometria avalia a função pulmonar no momento do exame e não exclui a possibilidade de outras condições ou o desenvolvimento futuro de doenças.
Os principais parâmetros são o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), a Capacidade Vital Forçada (CVF) e a relação VEF1/CVF. Para ser normal, o VEF1/CVF deve ser ≥ 0,70 (ou ≥ LLN) e a CVF ≥ 80% do previsto (ou ≥ LLN).
Tabagismo crônico pode levar a um distúrbio obstrutivo (DPOC) com redução do VEF1/CVF. Asma pode causar obstrução reversível. No entanto, nem todo tabagista ou asmático terá uma espirometria alterada, especialmente em fases iniciais ou com bom controle da doença.
O distúrbio obstrutivo é caracterizado por VEF1/CVF reduzido, enquanto o restritivo apresenta CVF reduzida com VEF1/CVF normal ou aumentado. O obstrutivo indica dificuldade na saída do ar, e o restritivo, na entrada.
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