UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Em relação aos exames de função pulmonar, assinale a alternativa correta:
Interpretação espirométrica → 1º avaliar aceitabilidade e reprodutibilidade das curvas fluxo-volume.
A validação técnica das manobras (curvas fluxo-volume e volume-tempo) é o passo inicial obrigatório para garantir que os valores numéricos reflitam a real fisiologia do paciente.
A espirometria é a ferramenta primária na pneumologia para avaliar a mecânica ventilatória. Para que o exame seja válido em adultos, o tempo expiratório deve ser de pelo menos 6 segundos (e não 10), com um platô de pelo menos 1 segundo na curva volume-tempo. A pletismografia complementa a espirometria ao medir a CPT, parâmetro necessário para definir restrição pulmonar verdadeira (CPT < 80% do previsto). Na prática clínica, a correlação entre as curvas e os valores numéricos evita diagnósticos falso-positivos de obstrução ou restrição decorrentes de má técnica. A DLCO, por sua vez, fornece informações sobre a troca gasosa, sendo reduzida em patologias que destroem o parênquima ou inflamam o interstício, independentemente do padrão espirométrico.
O primeiro passo é a avaliação técnica das manobras. Isso envolve verificar os critérios de aceitabilidade (início súbito, ausência de tosse ou fechamento glótico e término adequado com platô na curva volume-tempo) e reprodutibilidade (concordância entre as melhores manobras). Somente após garantir que o esforço foi adequado é que se procede à análise dos distúrbios ventilatórios obstrutivos ou sugestivos de restrição.
A espirometria mede volumes dinâmicos e capacidades que podem ser mobilizadas (como o VEF1 e a CVF), mas não consegue medir o ar que permanece nos pulmões após a expiração máxima (Volume Residual - VR). A pletismografia por cabine é o padrão-ouro para medir volumes estáticos, incluindo o VR e a Capacidade Pulmonar Total (CPT), sendo essencial para confirmar diagnósticos de doenças restritivas.
A DLCO avalia a integridade da membrana alvéolo-capilar. É fundamental tanto em doenças obstrutivas (como o enfisema, onde a DLCO diminui pela perda de área de troca) quanto em doenças restritivas (como a fibrose pulmonar, onde a membrana está espessada). Portanto, sua utilidade não se restringe a apenas um padrão de doença, auxiliando no diagnóstico diferencial de dispneia.
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