Provas de Função Pulmonar: Espirometria e Diagnóstico

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020

Enunciado

Em relação às provas de função pulmonar em adultos, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A pletismografia é o exame de função pulmonar que define o diagnóstico de distúrbio restritivo, pois permite a identificação da presença de hiperinsuflação e aprisionamento aéreo.
  2. B) Através da medida dos fluxos e de volumes pulmonares na espirometria é possível identificar a medida do volume residual pulmonar.
  3. C) A Difusão de Monóxido de Carbono (DLCO) através da respiração única é o exame de escolha para definição do padrão restritivo nas doenças pulmonares intersticiais.
  4. D) A medida da resistência de vias aéreas encontra-se desproporcionalmente aumentada em relação aos volumes pulmonares nas doenças pulmonares de padrão restritivo.
  5. E) A espirometria pré e pós-broncodilatador é exame de avaliação nas doenças respiratórias que cursam com dispneia, permitindo a comparação dos valores obtidos com referências e identificando padrões de distúrbios ventilatórios.

Pérola Clínica

Espirometria pré/pós-broncodilatador avalia distúrbios ventilatórios e reversibilidade.

Resumo-Chave

A espirometria é o exame inicial e mais comum para avaliar a função pulmonar, permitindo identificar padrões obstrutivos e restritivos (com limitações para o restritivo puro). A comparação pré e pós-broncodilatador é essencial para diagnosticar a reversibilidade da obstrução, característica de doenças como a asma.

Contexto Educacional

As provas de função pulmonar são ferramentas diagnósticas essenciais na pneumologia, permitindo a avaliação objetiva da mecânica respiratória e da troca gasosa. A espirometria é o exame mais comum e de primeira linha, fundamental para a identificação de distúrbios ventilatórios obstrutivos e restritivos, além de ser crucial no acompanhamento de doenças pulmonares crônicas. A espirometria pré e pós-broncodilatador é particularmente importante, pois permite avaliar a resposta das vias aéreas a um agente broncodilatador. Um aumento significativo no VEF1 (geralmente >12% e >200 mL) após a administração do broncodilatador indica reversibilidade da obstrução, um achado característico da asma. A ausência de reversibilidade, por outro lado, é mais comum na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Outras provas de função pulmonar incluem a pletismografia, que mede os volumes pulmonares estáticos (como a Capacidade Pulmonar Total e o Volume Residual), sendo essencial para confirmar o diagnóstico de distúrbio restritivo ou quantificar a hiperinsuflação. A Difusão de Monóxido de Carbono (DLCO) avalia a capacidade de troca gasosa pulmonar, sendo útil em doenças intersticiais e enfisema. A interpretação conjunta desses exames fornece um panorama completo da função pulmonar do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros avaliados na espirometria?

A espirometria avalia principalmente o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), a Capacidade Vital Forçada (CVF) e a relação VEF1/CVF. Esses parâmetros permitem identificar padrões obstrutivos e restritivos.

Quando a espirometria pré e pós-broncodilatador é indicada?

É indicada para avaliar a presença de obstrução de vias aéreas e sua reversibilidade, sendo fundamental no diagnóstico e acompanhamento de doenças como asma e DPOC. A reversibilidade é definida por um aumento significativo do VEF1 ou CVF após o broncodilatador.

Qual a diferença entre distúrbio ventilatório obstrutivo e restritivo na espirometria?

O distúrbio obstrutivo é caracterizado por VEF1/CVF reduzido, indicando dificuldade na expiração. O distúrbio restritivo é sugerido por CVF reduzida, mas requer a medida da Capacidade Pulmonar Total (CPT) para confirmação, que estará diminuída.

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