DPOC: Diagnóstico e Confirmação por Espirometria

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 65 anos, com histórico de tabagismo de 40 maços/ano, apresenta tosse crôni- ca com expectoração, dispneia progressiva e episódios frequentes de infecções respiratórias. Ele também relata cansaço e perda de peso nos últimos meses. Diante do quadro clínico, qual exame é indicado para confirmar o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica?

Alternativas

  1. A) Espirometria.
  2. B) Radiografia de tórax.
  3. C) Gasometria arterial.
  4. D) Tomografia computadorizada de tórax.
  5. E) Eletrocardiograma.

Pérola Clínica

DPOC: Espirometria é o padrão-ouro para confirmação diagnóstica, evidenciando obstrução irreversível ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador).

Resumo-Chave

A espirometria é o exame fundamental e padrão-ouro para o diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Ela permite avaliar a função pulmonar e identificar a obstrução irreversível ao fluxo aéreo, que é o critério diagnóstico principal para a doença, especialmente após a administração de broncodilatador.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É a terceira principal causa de morte no mundo, e o tabagismo é o principal fator de risco, embora a exposição a poluentes ambientais e ocupacionais também contribua. A DPOC afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, levando a dispneia, tosse crônica e exacerbações frequentes. A suspeita clínica de DPOC surge em pacientes com histórico de tabagismo ou exposição a fatores de risco, que apresentam tosse crônica, expectoração e dispneia progressiva. No entanto, o diagnóstico definitivo da DPOC é estabelecido pela espirometria. Este exame mede o volume de ar que pode ser exalado forçadamente após uma inspiração máxima (Capacidade Vital Forçada - CVF) e o volume de ar exalado no primeiro segundo da expiração forçada (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo - VEF1). A relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7 é o critério diagnóstico para a obstrução ao fluxo aéreo. Embora a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada possam mostrar sinais de enfisema ou bronquite crônica, elas não são diagnósticas de DPOC por si só, mas são úteis para excluir outras doenças pulmonares. O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida, sendo a cessação do tabagismo a intervenção mais importante. Broncodilatadores de ação prolongada são a base da terapia farmacológica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que levam à suspeita de DPOC?

Os principais sintomas incluem tosse crônica com expectoração, dispneia progressiva (inicialmente aos esforços), e histórico de exposição a fatores de risco como tabagismo ou exposição ocupacional.

Por que a espirometria é essencial para o diagnóstico de DPOC?

A espirometria é essencial porque é o único exame que pode medir a obstrução ao fluxo aéreo de forma objetiva e quantitativa, demonstrando a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,7, que é o critério diagnóstico para DPOC.

Quais outros exames são úteis na avaliação da DPOC, além da espirometria?

Radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax podem ser úteis para excluir outras patologias e avaliar complicações, enquanto a gasometria arterial pode ser indicada em casos de hipoxemia ou hipercapnia avançada.

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