Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 65 anos, com histórico de tabagismo de 40 maços/ano, apresenta tosse crôni- ca com expectoração, dispneia progressiva e episódios frequentes de infecções respiratórias. Ele também relata cansaço e perda de peso nos últimos meses. Diante do quadro clínico, qual exame é indicado para confirmar o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica?
DPOC: Espirometria é o padrão-ouro para confirmação diagnóstica, evidenciando obstrução irreversível ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador).
A espirometria é o exame fundamental e padrão-ouro para o diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Ela permite avaliar a função pulmonar e identificar a obstrução irreversível ao fluxo aéreo, que é o critério diagnóstico principal para a doença, especialmente após a administração de broncodilatador.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É a terceira principal causa de morte no mundo, e o tabagismo é o principal fator de risco, embora a exposição a poluentes ambientais e ocupacionais também contribua. A DPOC afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, levando a dispneia, tosse crônica e exacerbações frequentes. A suspeita clínica de DPOC surge em pacientes com histórico de tabagismo ou exposição a fatores de risco, que apresentam tosse crônica, expectoração e dispneia progressiva. No entanto, o diagnóstico definitivo da DPOC é estabelecido pela espirometria. Este exame mede o volume de ar que pode ser exalado forçadamente após uma inspiração máxima (Capacidade Vital Forçada - CVF) e o volume de ar exalado no primeiro segundo da expiração forçada (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo - VEF1). A relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7 é o critério diagnóstico para a obstrução ao fluxo aéreo. Embora a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada possam mostrar sinais de enfisema ou bronquite crônica, elas não são diagnósticas de DPOC por si só, mas são úteis para excluir outras doenças pulmonares. O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida, sendo a cessação do tabagismo a intervenção mais importante. Broncodilatadores de ação prolongada são a base da terapia farmacológica.
Os principais sintomas incluem tosse crônica com expectoração, dispneia progressiva (inicialmente aos esforços), e histórico de exposição a fatores de risco como tabagismo ou exposição ocupacional.
A espirometria é essencial porque é o único exame que pode medir a obstrução ao fluxo aéreo de forma objetiva e quantitativa, demonstrando a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,7, que é o critério diagnóstico para DPOC.
Radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax podem ser úteis para excluir outras patologias e avaliar complicações, enquanto a gasometria arterial pode ser indicada em casos de hipoxemia ou hipercapnia avançada.
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